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MercadoNotíciasOficinas“Houve necessidade dos diferentes agentes se reinventarem”, Pedro Teixeira, ContiService
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“Houve necessidade dos diferentes agentes se reinventarem”, Pedro Teixeira, ContiService

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A Rede ContiService foi das que mais cresceu nos últimos meses. Apoiada pela Continental, esta rede pretende fazer a transição de uma série de casas de peças para casas de serviços. Pedro Teixeira, da Continental, considera que o futuro do setor dos pneus e neste caso das redes de oficinas estará sempre intrinsecamente ligado ao setor automóvel e aos seus desenvolvimentos.

Como evoluíram as redes nos últimos anos e porquê?
Em linha com o que tem vindo a acontecer nos restantes mercados europeus, em Portugal, nos últimos anos, a implementação das redes tem vindo a crescer. A um ritmo mais lento, mas tem vindo a crescer. As redes de oficinas de pneus têm vindo a desenvolver um intenso trabalho na transição do foco nos pneus, para uma maior transversalidade de serviços prestados. Os anos de crise económica foram muito penalizadores para o setor. Houve necessidade dos diferentes agentes se reinventarem e de serem mais competitivos. A associação a um parceiro forte que ajude a pensar estrategicamente o presente e o futuro do negócio é inevitável para muitas oficinas. A necessidade de modernizar e de ter acesso a ferramentas e metodologias de gestão que lhes permitissem ser mais competitivos implica a necessidade de estar ancorado numa rede de parceiros que os apoie na sustentabilidade do negócio.

Para onde caminham as redes no futuro?
Acreditamos que as redes vão continuar a crescer, em linha com o que tem sido a tendência dos restantes países da Europa. O futuro do setor dos pneus e neste caso das redes de oficinas estará sempre intrinsecamente ligado ao setor automóvel e aos seus desenvolvimentos. Questões como a mobilidade alargada, a condução automatizada, entre muitas outras, são tendências que nenhum dos interlocutores do setor dos pneus pode descurar e que todos os players têm de incorporar. Daí estarmos a fazer uma grande aposta na formação dos RH de forma a fazer face às exigências do mercado e às necessidades dos seus clientes. O desafio continuará a ser a gestão e a competitividade do negócio sem comprometer a qualidade do serviço prestado. Tenho a certeza que as redes, tal como os restantes players deste universo terão a capacidade de se ajustar e reinventar para dar resposta às necessidades do mercado. O que pretendemos é que os nossos parceiros ContiService aproveitem este momento de mudança do mercado e concentrem os seus esforços na aquisição de novas competências, na formação dos RH (técnica e comportamental), em novas ferramentas, novos serviços e equipamentos, novas metodologias de desempenho, que lhes permitam ser mais competitivos.

Qual o principal (apenas um) aspeto diferenciar da vossa rede face à concorrência?
O principal aspeto diferenciador da rede ContiService em relação à concorrência é a ausência de fee inicial que é prática comum nas restantes redes. Preservar o nome do agente (conhecido localmente) é uma das premissas da nossa rede que consideramos fundamental.

Como se está a preparar a rede para os desafios do marketing digital/novas formas de relacionamento com os clientes finais?
Um dos grandes desafios que se coloca às redes de oficinas é a fidelização do consumidor. O perfil do consumidor está a mudar. Hoje, e fruto da democratização da internet e do acesso à informação, o consumidor está mais informado sobre as opções que estão ao seu dispor e portanto é muito mais exigente. Outro fator é a falta de tempo. O cliente quer hoje o problema do automóvel resolvido de forma rápida e eficaz. A fidelização do consumidor passa essencialmente pela qualidade e eficácia do serviço prestado e pelo match entre as necessidades do consumidor e a oferta da oficina. Daí ser muito importante conhecer bem o mercado e o que são as necessidades efectivas dos clientes para poder dar uma resposta assertiva. A rede ContiService posiciona-se pelo rigor, pela competência, pela qualidade e pelo profissionalismo dos seus agentes. Outro fator importante é a forma como as redes se relacionam e comunicam com o seu consumidor que é cada vez mais digital. Os novos consumidores esperam encontrar-nos na net e no digital e falar connosco de imediato na procura de uma resposta instantânea à sua solicitação e estamos a acompanhar essas tendências e a apoiar os nossos parceiros na dinamização de instrumentos e ferramentas que facilitem a comunicação entre o agente e o consumidor final. No caso concreto deste negócio a experiência no ponto de venda/oficina é uma fase que dificilmente será suprimida.

A rede trabalha com empresas e clientes profissionais?
Temos vindo a fazer um trabalho de aproximação às empresas e aos clientes profissionais no sentido de os “conquistar” para o nosso projeto.

A rede tem um interlocutor único e especializado para este tipo de clientes?
Sim, temos na equipa ContiService um elemento responsável pela gestão e acompanhamento deste tipo de clientes.

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