A Ractronicos aposta em soluções de revisão para componentes eletrónicos, para ajudar as oficinas independentes a enfrentarem os desafios da mobilidade elétrica.
Artigo publicado na REVISTA PÓS-VENDA 121, de outubro de 2025. Consulte aqui a edição.
Com o apoio do grupo ACtronics, a Ractronicos tem vindo a oferecer soluções técnicas acessíveis, sustentáveis e eficazes para o serviço em veículos elétricos nas oficinas. Tatiana Nascimento, responsável da Ractronicos para o mercado português, lembra que, apesar de a maioria dos carros vendidos em Portugal continuarem a ser a gasóleo ou gasolina, os veículos elétricos têm vindo a ganhar terreno de forma constante. Em 2024, foram registados mais de 70 mil veículos elétricos, e, no início de 2025, a quota de mercado dos automóveis ligeiros de passageiros totalmente elétricos atingiu, pela primeira vez, os 22,5%. “Com este crescimento, surgem muitas dúvidas, mas também muitas oportunidades. Conduzir um elétrico não é ainda uma evidência para todos. A autonomia, os postos de carregamento, os custos e, particularmente, a manutenção, são tópicos que preocupam os condutores. No caso dos veículos em segunda mão, os custos de substituição de certos componentes eletrónicos podem ser um verdadeiro entrave. É precisamente aqui que as oficinas independentes podem fazer a diferença”, explica o responsável.
Qualidade
A abordagem da Ractronicos assenta num compromisso com a durabilidade e fiabilidade. “Todas as peças são submetidas a um processo rigoroso de reparação e testes, de acordo com os mais elevados padrões de qualidade. Este método assegura o correto funcionamento dos componentes e permite às oficinas oferecer soluções seguras e eficazes aos seus clientes”, explica Tatiana Nascimento. “O resultado são clientes satisfeitos e oficinas que mantêm o controlo sobre os seus serviços, mesmo perante reparações complexas e dispendiosas. Com soluções de revisão viáveis, estas oficinas podem continuar a prestar um serviço completo, adaptando-se à nova realidade elétrica”.
Manutenção de elétricos
“Muitas oficinas perguntam-se se é possível fazer a manutenção destes veículos de forma segura e eficiente. E, mais ainda, se vale a pena o investimento”, afirma Tatiana Nascimento. “A questão é legítima, sobretudo para oficinas de menor dimensão, com gestão familiar, que hesitam em avançar por receio da complexidade técnica e dos custos. Trabalhar com sistemas de alta voltagem, acima dos 60V DC, exige formação especializada, mas, hoje, essa formação está mais acessível. Diversas instituições já oferecem módulos EV1/EV2, alinhados com os requisitos europeus, dando resposta ao primeiro obstáculo: o conhecimento técnico. As regras estão bem definidas, e as ferramentas existem”.
Preço das peças
Tatiana Nascimento afirma que, mesmo com técnicos qualificados, persiste um problema sério: o preço elevado das peças de substituição para veículos elétricos. “Além da bateria, muitas vezes apontada como o componente mais dispendioso, existem outros elementos críticos, como o carregador de bordo, o On-Board Charger, e o inversor, cujos custos de substituição e instalação podem facilmente ultrapassar os 5 mil euros. Um valor difícil de justificar quando o carro, em segunda mão, vale pouco mais do que isso”.
Perante este cenário, o responsável explica que a substituição por peças novas nem sempre é a melhor solução. “O processo de reparação e recondicionamento de componentes surge como uma alternativa económica e sustentável. É neste contexto que a Ractronicos assume um papel relevante no apoio às oficinas. A empresa dedica-se à reparação e recondicionamento de componentes eletrónicos, adaptando às exigências do setor da reparação. Além de serviços já estabelecidos, como a revisão de módulos ABS, ECUs e unidades de controlo de caixas de velocidades, a Ractronicos alargou a sua oferta à revisão de carregadores de bordo e inversores, dois dos componentes mais críticos e dispendiosos num veículo elétrico. Tatiana Nascimento afirma que a equipa da Ractronicos está preparada para apoiar oficinas de todo o país nesta transição. “Os desafios existem, mas as soluções também. Com o apoio certo, as oficinas independentes não só podem acompanhar a evolução do setor, como transformá-la numa oportunidade real de crescimento”.








