Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O balanço de 2025 é claramente positivo. Foi um ano de consolidação e de crescimento sustentado, marcado pela maturação de projetos que vinham a ser preparados nos últimos anos. Sentimos uma procura crescente por soluções de gestão mais completas, integradas e orientadas à eficiência operacional, sobretudo por parte de oficinas que já ultrapassaram a fase inicial da digitalização. Internamente, 2025 foi também um ano de forte investimento em produto, com reforço das capacidades do nosso ERP, maior foco na experiência do utilizador e a integração de tecnologia de inteligência artificial em processos críticos, que iremos disponibilizar no corrente ano.
Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
O fator mais impactante em 2025 foi, sem dúvida, a mudança de mentalidade das oficinas. O setor deixou de encarar o software apenas como uma ferramenta administrativa e passou a vê-lo como um verdadeiro instrumento de gestão e decisão. A pressão sobre margens, a dificuldade em recrutar mão de obra qualificada e a crescente complexidade técnica das viaturas obrigaram as empresas do aftermarket a repensar processos. Em paralelo, a normalização do acesso à cloud e à inteligência artificial acelera a adoção de soluções que automatizam tarefas, reduzem erros e fornecem informação em tempo real para apoiar a gestão do negócio.
Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
Em 2026, acreditamos que o aftermarket automóvel será marcado por três grandes mudanças.
Primeiro, uma digitalização mais profunda dos processos, deixando para trás soluções isoladas e apostando em plataformas integradas, capazes de ligar oficina, cliente e fornecedores num único ecossistema. Segundo, a integração prática da inteligência artificial no dia a dia das oficinas, não como algo experimental, mas como um apoio real à orçamentação, planeamento de trabalhos, comunicação com clientes e análise de rentabilidade. Por fim, esperamos uma maior valorização dos dados e indicadores de desempenho, com gestores cada vez mais atentos a métricas como produtividade, tempo médio de viaturas em parque, margem por serviço e satisfação do cliente, transformando a gestão oficinal numa gestão cada vez mais profissional e orientada a resultados.
Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
Para 2026, a nossa estratégia passa por continuar a investir fortemente em inovação tecnológica, com especial foco em inteligência artificial aplicada ao aftermarket. Estamos a desenvolver soluções que permitam automatizar decisões operacionais, apoiar a orçamentação inteligente e melhorar a comunicação entre oficina e cliente, incluindo canais conversacionais. Paralelamente, iremos reforçar a experiência do utilizador, tornando o software mais intuitivo, mais móvel e mais adaptado à realidade diária das oficinas. Outro eixo estratégico passa pela expansão e consolidação em mercados internacionais, em particular nos países lusófonos e no sul da Europa, sempre com uma abordagem próxima e adaptada às especificidades locais.
Acreditamos que o futuro do aftermarket passa por tecnologia útil, simples e orientada ao negócio e ao consumidor final — e é exatamente nesse caminho que continuaremos a investir.








