José Vicente, da Linextras, faz o balanço de um ano marcado por exigência e consolidação no aftermarket automóvel. Identifica os principais desafios que moldaram o setor em 2025, reflete sobre os fatores mais impactantes do mercado e antecipa as mudanças que poderão marcar 2026.
Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O ano de 2025 foi globalmente positivo para a Linextras, apesar de ter sido marcado por um contexto económico e de mercado exigente. Foi um ano de consolidação, no qual reforçámos a nossa posição no aftermarket automóvel, mantendo o foco na qualidade do serviço, na proximidade com os clientes e na eficiência operacional. Apesar dos desafios relacionados com custos, logística e pressão sobre margens, conseguimos adaptar-nos às dinâmicas do mercado e responder às necessidades dos nossos parceiros, encerrando o ano com um desempenho sólido e sustentado.
Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
Um dos fatores mais impactantes em 2025 foi a contínua transformação do parque automóvel, aliada à crescente exigência dos clientes em termos de disponibilidade, rapidez e diversidade de produto. Adicionalmente, a pressão sobre os custos, a volatilidade na cadeia de abastecimento e a necessidade de maior eficiência logística obrigaram as empresas do aftermarket a otimizar processos e a tomar decisões estratégicas mais ágeis, reforçando a importância de parceiros fiáveis e bem estruturados.
Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
Em 2026, acreditamos que o aftermarket automóvel continuará a evoluir no sentido da especialização e da profissionalização. A crescente presença de veículos eletrificados, a digitalização dos processos e a maior valorização do serviço técnico e do aconselhamento especializado irão marcar o setor. Prevê-se também um mercado mais exigente, onde a rapidez de resposta, a disponibilidade de stock e a capacidade de adaptação às novas tecnologias serão fatores determinantes para a competitividade das empresas.
Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
Para 2026, a Linextras pretende continuar a investir no reforço do seu portefólio de produtos, na otimização dos processos logísticos e na melhoria contínua do serviço ao cliente. A aposta na eficiência operacional, na digitalização e na proximidade com o mercado continuará a ser uma prioridade, bem como o acompanhamento das novas tendências do setor automóvel, de forma a responder de forma antecipada às necessidades dos nossos clientes e parceiros.











