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“O aftermarket será marcado por uma maior especialização técnica, crescente foco na sustentabilidade e digitalização dos processos”, Vítor Pimenta, Valvoline

11 Fevereiro, 2026

Vítor Pimenta, da Valvoline, faz um balanço de 2025 para a empresa e, olhando para 2026, identifica a especialização técnica, a sustentabilidade e a digitalização como eixos determinante.

Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?

O ano de 2025 foi globalmente muito positivo para a Valvoline, marcado por um crescimento sustentado e pelo reforço da nossa posição no aftermarket automóvel. Verificámos uma forte procura por soluções de lubrificação de alto desempenho, em especial para motores mais recentes, veículos híbridos e frotas profissionais. Adicionalmente, investimos na proximidade com os nossos parceiros — distribuidores, oficinas e redes — o que nos permitiu consolidar relações comerciais, melhorar níveis de serviço e ganhar quota em segmentos estratégicos.

Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?

Sem dúvida, a evolução do parque circulante, com o aumento contínuo de veículos elétricos e híbridos, a maior complexidade técnica dos motores a combustão e os intervalos de manutenção cada vez mais otimizados, teve um impacto muito relevante. Este contexto obrigou o aftermarket a adaptar-se rapidamente, tanto ao nível da formação técnica como na oferta de produtos com especificações cada vez mais exigentes, onde os lubrificantes de última geração desempenham um papel crítico.

Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?

Em 2026, acreditamos que o aftermarket será marcado por três grandes tendências: Maior especialização técnica das oficinas, impulsionada por novas motorizações, eletrificação e sistemas avançados de controlo; Crescente foco na sustentabilidade, com maior procura por produtos com menor impacto ambiental e processos mais eficientes; Digitalização dos processos, tanto na gestão das oficinas como na relação entre fabricantes, distribuidores e clientes finais. Estas mudanças irão exigir maior capacidade de adaptação e parceiros tecnológicos sólidos.

Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?

Para 2026, a Valvoline continuará a apostar fortemente em inovação de produto, com o desenvolvimento de lubrificantes cada vez mais alinhados com as mais recentes especificações dos fabricantes automóveis. Paralelamente, iremos reforçar o investimento em formação técnica, apoio às oficinas e ferramentas digitais, com o objetivo de acrescentar valor real aos nossos parceiros. A sustentabilidade será também um eixo estratégico, com iniciativas focadas na eficiência energética, redução da pegada ambiental e soluções mais responsáveis ao longo da cadeia de valor.

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