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“A remanufactura de componentes, como pinças de travão e turbocompressores, constitui uma oportunidade”, Jorge Meizoso, Terrepower

18 Fevereiro, 2026

Jorge Meizoso, do grupo Terrepower, faz o balanço de 2025 e traça as perspetivas para 2026 num contexto de forte pressão competitiva e transformação do aftermarket automóvel. 

Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
A Terrepower definiu como pilar central a atenção aos nossos clientes, o serviço, a qualidade e o lançamento de novas linhas de negócio… como pinças de travão e turbocompressores. Estes foram desafios concretizados em 2025 e representam novas oportunidades para 2026: o dinamismo gera liderança. De um modo geral, 2025 foi um ano positivo em Portugal, tendo em conta que se trata de um mercado exigente e competitivo. A nossa expansão de referências, bem como a aposta no mercado da gestão e eletrónica do motor através da nossa marca Alfa e-Parts, está a evoluir, e o mercado confirma a nossa aposta na qualidade do produto.

Na sua opinião, qual foi o fator ou acontecimento mais impactante no mercado pós-venda em 2025?
Na minha opinião, um dos acontecimentos mais impactantes no mercado pós-venda em 2025 foi o sinal claro de que a nossa indústria precisa de reforçar os seus pontos fortes — qualidade, fiabilidade e sustentabilidade — para continuar competitiva e resiliente. Isto tornou-se evidente quando o mercado sentiu uma maior pressão competitiva por parte de novos intervenientes, em particular dos fabricantes asiáticos. As alterações nos padrões do comércio mundial levaram alguns fabricantes a redirecionar uma maior parte da sua produção destinada à exportação para a Europa, o que contribuiu para a entrada de produtos a preços mais baixos. Embora a concorrência faça parte de um mercado saudável, a pressão sobre os preços representou um desafio para muitos fornecedores europeus consolidados, que operam em enquadramentos normativos, laborais e ambientais exigentes. Neste contexto, 2025 evidenciou a importância de o aftermarket reforçar aquilo que nos diferencia: oferecer soluções acessíveis e fiáveis que prolonguem a vida útil dos veículos e sustentem uma indústria estável e preparada para o futuro. Esse enfoque, mais do que qualquer outro acontecimento, marcou o ano e continuará a orientar as nossas prioridades estratégicas.

Que mudanças acredita que marcarão o mercado pós-venda automóvel em 2026, tendo em conta as recentes transformações do mercado?
Do meu ponto de vista, a eletrificação, embora mais lenta do que inicialmente anunciado, continuará a desenvolver-se e os veículos híbridos continuarão a ganhar quota de mercado. É fundamental que exista uma rede de abastecimento e pontos de carregamento capaz de acompanhar a transição dos motores térmicos, mas ainda há muito por fazer relativamente a este tipo de parque automóvel. As opções de combustíveis renováveis e sintéticos prolongarão ainda mais a sua relevância. A reciclagem e o reaproveitamento das baterias constituem uma oportunidade, sobre a qual a Terrepower também está a desenvolver soluções para o mercado, assim como a remanufactura de produtos, dando-lhes uma nova vida com um menor custo em termos de sustentabilidade para o planeta.

Que investimentos e estratégias prevê implementar a sua empresa em 2026 e em que áreas?
Desde 2020, ano em que as nossas marcas passaram a integrar o grupo americano Terrepower, anteriormente conhecido como BBB Industries — empresa líder no desenvolvimento, produção e distribuição de peças novas e remanufacturadas para o mercado de pós-venda automóvel —, estamos num processo contínuo de melhoria em todos os aspetos: qualidade, serviço e gama. Tal é demonstrado pela incorporação de novas famílias de produtos-chave, como os turbocompressores ou as pinças de travão. Com a integração de novas empresas e marcas europeias, o grupo Terrepower está a crescer e apresenta-se mais forte e coeso do que nunca, preparado para se adaptar às inevitáveis mudanças de cenário que ocorrerão nos próximos anos.

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