Com instalações e agentes nas zonas afetadas pelas recentes intempéries em Portugal, a Carglass, através de Fábio Chaves, traça os cenários que se têm vivido e as respostas que têm sido dadas.
Quais os efeitos que a tempestade teve nas vossas instalações e na vossa operação nas regiões afetadas?
Embora a maioria das nossas unidades tenha sofrido apenas danos menores, o distrito de Leiria — um dos mais fustigados pela tempestade — sentiu um impacto direto na nossa estrutura física. As nossas agências de Pombal e Leiria sofreram danos que nos obrigaram a um encerramento temporário. Esta pausa é necessária para garantirmos que, ao reabrir, as instalações cumprem todos os requisitos de segurança e qualidade que os nossos clientes exigem.
Já estão restabelecidas as condições para um “normal” funcionamento?
Estamos a trabalhar arduamente na recuperação das agências de Pombal e Leiria para retomarmos a atividade normal o mais breve possível. Contudo, não baixámos os braços e implementámos várias soluções para garantir que continuamos a servir os nossos clientes.
Para mitigar o impacto do fecho das agências, reforçámos o nosso serviço móvel nestas zonas, permitindo-nos realizar intervenções diretamente onde o cliente se encontra. Além disso, em Leiria, já está a funcionar um ponto de atendimento drive-in para abertura de processos e esclarecimentos (sem receção de viaturas) e, em Pombal, teremos uma estrutura provisória a funcionar a partir do dia 12 de fevereiro.
Estamos também a reforçar as nossas oficinas de Coimbra, Caldas da Rainha e Tomar, para onde estamos a encaminhar os serviços das zonas mais afetadas. Para qualquer esclarecimento ou agendamento, mantemos a nossa disponibilidade total através do número 220 136 400.
Neste momento conseguem traçar um cenário dos efeitos da tempestade nos vossos clientes (sobretudo as oficinas)? Conseguem ter dados / noção sobre a dimensão dos efeitos que a tempestade teve nas oficinas?
O cenário no distrito de Leiria é particularmente desafiante. Temos acompanhado de perto os nossos parceiros e percebemos que muitos enfrentam dificuldades semelhantes às nossas, com danos estruturais que limitam o atendimento. Há uma pressão enorme sobre o setor de reparação e substituição de vidros automóveis, pois a quebra de vidros e a necessidade de recalibração de sistemas de segurança (como as câmaras e sensores do para-brisas) dispararam após a tempestade. Isto criou uma lista de espera que estamos a tentar absorver através do reforço do nosso serviço móvel e das nossas oficinas de Coimbra, Caldas da Rainha e Tomar.
Quais são neste momento as grandes necessidades das oficinas afetadas para que possam reabrir ou funcionar de forma “normal”?
A grande necessidade é a rapidez na reabilitação dos espaços e o apoio logístico. No nosso caso, o foco está em garantir que as equipas técnicas tenham todas as ferramentas e stock necessário, seja no serviço móvel, nas estruturas provisórias ou nas oficinas de apoio que reforçámos. Para o setor em geral, a agilização de processos e a solidariedade entre parceiros são fundamentais para que a região de Leiria e Pombal recupere o seu ritmo económico.
Que mensagem gostariam de deixar neste momento (aos clientes, às autoridades, etc) sobre a realidade do impacto que esta tempestade tem tido e vai ter no nosso setor pós-venda?
A nossa mensagem é de compromisso total. Apesar das limitações físicas nas nossas agências de Leiria e Pombal, a nossa equipa está mais ativa do que nunca, com o reforço do serviço móvel, soluções de atendimento provisórias e o apoio das oficinas de Coimbra, Caldas da Rainha e Tomar. Queremos agradecer a compreensão dos nossos clientes e reforçar que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que ninguém fique parado por falta de segurança nos seus vidros. A mobilidade é essencial para a recuperação da região, e o setor pós-venda é o pilar que garante que essa mobilidade acontece com segurança.











