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“Assistiremos a uma maior concentração do mercado, tornando essencial ganhar escala e eficiência para manter a competitividade”, Alejandro Vicario, Grupo CGA

Alejandro Vicario, do Grupo CGA, que faz um balanço do desempenho do grupo em 2025 e partilha a sua visão sobre a evolução do mercado pós-venda e as prioridades estratégicas para 2026.

Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O balanço de 2025 para o Grupo CGA é positivo e de consolidação. Foi um ano em que o grupo reforçou o seu posicionamento como um ator-chave na defesa da competitividade do distribuidor independente, num contexto de mercado cada vez mais complexo e exigente. Ao longo do ano, houve um trabalho intenso de optimização de acordos comerciais, reforço das relações com fornecedores estratégicos e melhoria dos serviços prestados aos associados. Este esforço permitiu que os distribuidores do grupo mantivessem a sua capacidade competitiva, apesar da pressão sobre as margens, do aumento dos custos logísticos e da evolução técnica do parque automóvel. Em Portugal, importa ainda sublinhar o desempenho dos nossos associados, que superaram largamente as expectativas e assumiram um papel determinante no dinamismo do grupo, funcionando como uma verdadeira locomotiva.

Na sua opinião, qual foi o factor ou acontecimento mais impactante no mercado pós-venda em 2025?
O factor mais relevante em 2025 foi a aceleração da transformação estrutural do mercado pós-venda, impulsionada simultaneamente pelo envelhecimento do parque circulante e pelo crescimento progressivo dos veículos electrificados. Para os distribuidores, esta realidade traduziu-se numa maior complexidade na gestão de stocks, no alargamento do portefólio de produtos e numa necessidade crescente de suporte técnico e formação. Em paralelo, a digitalização do canal B2B e a evolução das expectativas do cliente profissional tiveram um impacto significativo na forma de operar, obrigando a repensar processos e a forma de gerar valor.

Tendo em conta as recentes transformações do mercado, que mudanças acredita que marcarão o mercado pós-venda do automóvel em 2026?
Em 2026, o mercado pós-venda deverá ser marcado por mudanças estruturais profundas que irão afectar directamente a distribuição independente. Assistiremos a uma maior concentração do mercado, tornando essencial ganhar escala e eficiência para manter a competitividade. A especialização técnica ganhará ainda mais peso, sobretudo em áreas como os veículos híbridos e eléctricos e os sistemas de assistência à condução (ADAS). A digitalização continuará a aprofundar-se, tanto na relação com fornecedores como nos serviços prestados às oficinas e aos clientes profissionais. Ao mesmo tempo, haverá uma exigência crescente ao nível da disponibilidade e da rapidez, com a logística e a qualidade do serviço a assumirem um papel claramente diferenciador. Por fim, a sustentabilidade ganhará relevância crescente, influenciando produtos, processos e decisões estratégicas.

Que investimentos e estratégias prevê implementar a vossa empresa em 2026 e em que áreas?
Com vista a 2026, o Grupo CGA prevê reforçar a sua estratégia em várias frentes prioritárias. O foco passará pelo desenvolvimento de serviços de valor acrescentado para os associados, nomeadamente ao nível das condições de compra, do suporte técnico e das ferramentas de gestão. Está igualmente previsto um investimento significativo na digitalização, através da melhoria das plataformas comuns, do intercâmbio de dados e do aumento da eficiência operacional entre os membros do grupo. O reforço das parcerias com fornecedores estratégicos será outra prioridade, com especial atenção à inovação, à qualidade dos produtos e à cobertura do parque electrificado. Paralelamente, o grupo continuará a apostar na formação e no acompanhamento dos distribuidores, apoiando-os na adaptação aos novos desafios técnicos e comerciais do mercado. Por fim, a optimização logística e a coordenação entre os diferentes actores serão essenciais para garantir maior rapidez, fiabilidade e competitividade face a outros modelos de distribuição. Estas linhas estratégicas permitirão ao Grupo CGA continuar a afirmar-se como um pilar fundamental da distribuição independente em Portugal, assegurando escala, competitividade e uma visão de longo prazo.

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