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Ayvens confirma que as frotas estão cada vez mais eletrificadas

5 Março, 2026

A Ayvens organizou hoje uma conferência de imprensa para apresentar o seu habitual Car Policy Benchmark, neste caso referente a 2025. A eletrificação e as mudanças no setor automóvel estão a transformar a gestão de frotas empresariais em Portugal, levando as empresas a rever políticas, prazos de contratação e critérios de atribuição de veículos.

O Car Policy Benchmark, realizado pela Ayvens há alguns anos a esta parte, pretende funcionar como ferramenta de referência para que as empresas possam comparar as suas práticas de gestão de frotas com as melhores práticas do mercado. A edição mais recente recolheu 220 respostas de gestores de frota, representando cerca de 400 empresas de 11 setores de atividade e uma amostra de aproximadamente 12 mil veículos que percorrem, no total, cerca de 425 milhões de quilómetros por ano.

Na composição das frotas analisadas, os veículos de passageiros representam 81%, enquanto os comerciais ligeiros correspondem a 19%. Dentro dos ligeiros de passageiros, os segmentos utilitário e pequeno familiar concentram cerca de 40% do total.

Um dos dados mais relevantes do estudo prende-se com o crescimento da eletrificação. Entre 2022 e 2025, a percentagem de veículos de passageiros eletrificados — incluindo elétricos e híbridos plug-in — passou de 13% para 40%, praticamente triplicando em três anos. Nos veículos comerciais ligeiros, a eletrificação ainda representa uma parcela reduzida, mas também registou crescimento significativo (de 1% em 2022 para 10% em 2025).

Entre 2022 e 2025, registou-se um crescimento significativo na utilização do TCO como critério de decisão nas políticas de frota, passando de 73% para 83% das empresas. A adoção desta metodologia é mais expressiva em frotas de maior dimensão, embora 80% das frotas mais pequenas já recorram ao TCO. No que diz respeito aos procedimentos e responsabilidades dos colaboradores, observa-se uma tendência crescente de corresponsabilização nos custos com seguros, com o índice a aumentar de 29% em 2022 para 33% em 2025.

Outra tendência identificada é o aumento do prazo dos contratos de renting. A duração média dos contratos aumentou para 51 meses, face aos 47 meses registados em 2022. Em 2025, cerca de 31% das empresas já contratam veículos por cinco anos ou mais, quando em 2022 essa percentagem era de apenas 9%. O objetivo é reduzir o valor das rendas mensais e mitigar os efeitos da inflação e do aumento do custo dos veículos.

Desde 2022, a concentração média de serviços aumentou de 78% para 81%, com destaque para a subscrição de veículos de substituição, seguros e seguros de recondicionamento.

No que diz respeito à atribuição de veículos, a necessidade funcional continua a ser o principal critério, representando 71% dos casos. Ainda assim, a atribuição como benefício salarial tem vindo a ganhar peso, passando de 19% em 2019 para 29% em 2025.

O benchmark inclui também, pela primeira vez, um inquérito a mais de 3.000 condutores para avaliar o potencial de transição para a mobilidade elétrica. Embora 38% dos inquiridos já utilizem veículos eletrificados, apenas 39% afirmam estar dispostos a optar por um elétrico na próxima mudança de viatura.

Os dados revelam, no entanto, que muitos condutores têm perfis de utilização compatíveis com veículos elétricos: 62% percorrem menos de 50 quilómetros por dia e 80% não ultrapassam os 100 quilómetros diários. Entre os condutores que já utilizam veículos 100% elétricos, 72% afirmam não pretender regressar a veículos de combustão.

Entre os principais obstáculos apontados à adoção de veículos elétricos destacam-se a autonomia considerada insuficiente, os custos associados e as condições de carregamento, embora 73% dos inquiridos indiquem ter estacionamento próprio em casa e potencial para instalar um carregador.

No conjunto, o estudo aponta para um momento de forte transformação no setor automóvel empresarial, em que as empresas procuram equilibrar custos, sustentabilidade e satisfação dos colaboradores na definição das suas políticas de mobilidade.

 

 

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