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“Em 2025, o fator mais impactante foi a crescente exigência técnica, aliada à evolução tecnológica dos veículos”, José Mira, MG Equipamentos

13 Fevereiro, 2026

José Mira, da MG Equipamentos, faz um balanço de 2025, analisa os principais desafios que marcaram o aftermarket e partilha a sua visão sobre as transformações que se avizinham, num contexto de crescente exigência técnica, eletrificação do parque automóvel e necessidade de maior rigor na inspeção.

Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?

O ano de 2025 foi globalmente positivo para a MG Equipamentos, marcado pela consolidação da nossa posição no setor da inspeção automóvel e pelo reforço da nossa atividade na área da reparação automóvel. No setor dos CITV’s, o profundo conhecimento da legislação permitiu-nos continuar a responder de forma eficaz às exigências legais, nomeadamente através da comercialização de novos equipamentos e da prestação de serviços técnicos especializados. Tivemos oportunidade de instalar o 1º Banco de verificação de taxímetros equipado para todo o tipo de viaturas (4×4, híbridos, elétricos) nos serviços da C.M. de Lisboa, o que permitiu responder aos novos desafios neste setor de atividade. Globalmente, a empresa conseguiu manter a sua estabilidade reforçando relações com clientes e respondendo às necessidades do mercado, reforçando a importância da capacidade de adaptação e da gestão rigorosa como vetores fundamentais para dar continuidade aos seus quase 30 anos de atividade.

Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?

Em 2025, o fator mais impactante no aftermarket automóvel foi a crescente exigência técnica, aliada à evolução tecnológica dos veículos. É inegável a transformação tecnológica do parque automóvel, nomeadamente o aumento da eletrificação e a crescente digitalização dos veículos. Esta transformação foi acompanhada de uma cada vez maior exigência por parte dos clientes, bem como de uma constante necessidade de formação técnica por parte dos agentes do setor. Lamentamos que esta evolução não tenha tido o necessário acompanhamento no que respeita ao setor da inspeção automóvel, cuja falta de rigor contribui para o reduzido investimento de algumas oficinas em novos equipamentos, além de promover práticas pouco recomendáveis por parte de alguns agentes da reparação automóvel. Estamos otimistas relativamente a algumas mudanças que, em 2026, possam modificar a situação atrás referida. Exemplo disso é a prevista introdução de Medidores de Partículas, o que permitirá conter todas as ilegalidades relacionadas com Filtros de Partículas.

Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?

Em 2026, acreditamos que o aftermarket automóvel continuará a ser marcado por uma maior digitalização dos processos, pela crescente importância da conformidade legal e pela necessidade de equipamentos cada vez mais sofisticados. A evolução do parque automóvel, incluindo novas tecnologias e sistemas eletrónicos, exigirá um nível de especialização técnica mais elevado, tanto na inspeção como na reparação, bem como uma aposta contínua na formação e na atualização dos equipamentos e, esperamos, uma necessidade de adaptação a novos requisitos legais que permitam garantir a necessária conformidade e segurança das viaturas segundo os padrões utilizados noutros países da União Europeia. Como exemplo, refira-se a quase inexistente verificação de segurança da perigosidade associada aos veículos elétricos e híbridos, em Centros de Inspeção.

Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?

Vamos continuar a apostar na inovação e no fortalecimento da proximidade com os clientes e principais fornecedores, através de um acompanhamento técnico cada vez mais especializado. Continuaremos atentos à pesquisa de soluções inovadoras e à apresentação das mesmas em feiras e eventos relacionados com o setor. Os investimentos privilegiarão a formação técnica, e a modernização de ferramentas digitais, de forma ajustada às solicitações que nos sejam apresentadas. A nossa estratégia passa, assim, por um crescimento sustentado, focado na competência técnica, confiança e adaptação às novas realidades do mercado.

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