Duas investigadoras da Fuchs estão a desenvolver soluções de lubrificação orientadas para os desafios da mobilidade elétrica e da indústria de semicondutores, integrando a equipa de investigação e desenvolvimento da empresa, que representa 10% dos 6.800 colaboradores do grupo a nível mundial.
Ao todo, 670 profissionais dedicam-se diariamente à investigação de novas soluções eficazes e ambientalmente responsáveis. Entre eles estão Jasmin Schießl-Kerbeck e Katja Vlasov, ambas doutoradas em Química. Jasmin, de 34 anos, trabalha há seis anos na empresa e dedica-se ao desenvolvimento de lubrificantes para veículos elétricos.
A Fuchs lembra que cada modelo automóvel elétrico integra vários tipos de lubrificantes, desde o óleo da caixa de velocidades na transmissão à massa lubrificante para rolamentos no motor elétrico, passando pelo fluido térmico que assegura o arrefecimento da bateria, do motor elétrico e da eletrónica de potência. “Podemos gerar valor acrescentado quanto à eficiência e à sustentabilidade”, afirma Jasmin Schießl-Kerbeck, explicando que os lubrificantes contribuem para reduzir o consumo de energia e prolongar a vida útil dos componentes automóveis. “Fico muito satisfeita quando vejo um veículo na rua que conta com o meu contributo”, acrescenta.
A Fuchs indica que, entre os principais desafios do seu trabalho está o desenvolvimento de formulações compatíveis com os diversos materiais envolvidos. Explica também que as soluções devem ainda cumprir requisitos específicos consoante a aplicação, como a redução de ruído, a regulação térmica ou o isolamento elétrico, objetivos que dependem da composição adequada de cada produto.

Katja Vlasov, de 45 anos, integra a empresa há 12 anos, lidera uma equipa e é responsável pelo desenvolvimento de lubrificantes refrigerantes misturáveis com água. Estes produtos destinam-se a máquinas de processamento de metais que fabricam componentes automóveis e instrumentos cirúrgicos, entre outros. Um dos desafios consiste em garantir formulações duradouras e resistentes a bactérias, reduzindo a necessidade de substituição frequente dos fluidos, com benefícios ambientais e de controlo de custos. “A vida útil das ferramentas também é muito importante”, explica Katja Vlasov. “Um bom desempenho lubrificante do refrigerante prolonga a vida útil de ferramentas caras. Todo o processo se torna mais eficiente e económico.”
A investigadora trabalha igualmente com a indústria de semicondutores, onde as exigências são particularmente rigorosas. Os lubrificantes utilizados não podem provocar quaisquer manchas nos componentes. Na produção das maiores peças para máquinas de litografia, que pode demorar até 200 horas, o lubrificante tem a função de proteger continuamente as superfícies durante todo o processo.
“O meu trabalho é uma combinação de projetos, contacto com clientes e trabalho de laboratório”, afirma Katja Vlasov, destacando a versatilidade das suas funções. Jasmin Schießl-Kerbeck sublinha a antecipação das necessidades do mercado: “Não ficamos à espera que os clientes venham com uma nova necessidade. Trabalhamos hoje nas soluções que os nossos clientes vão precisar no futuro.”










