Carlos García, da NGK, faz um balanço de 2025, identifica os fatores que mais impactaram o mercado e antecipa as tendências que irão moldar 2026, num contexto de maior digitalização, eletrificação e foco no serviço.
Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O ano de 2025 foi muito positivo, apesar de ter sido exigente do ponto de vista do mercado. Conseguimos alcançar um crescimento sólido, sustentado sobretudo pelos produtos da marca NTK, com os quais disponibilizamos sensores e sistemas associados à gestão do motor e das emissões. Além disso, 2025 foi um ano de consolidação interna, no qual reforçámos processos, eficiência operacional e proximidade ao cliente profissional.
Qual foi, na sua opinião, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
Sem dúvida, o fator mais relevante em 2025 foi a aceleração da consolidação do setor, a par de um avanço significativo da digitalização ao longo de toda a cadeia de valor. Os grandes grupos continuaram a reforçar a sua posição graças às suas capacidades logísticas, tecnológicas e de compra, o que alterou de forma estrutural o equilíbrio competitivo do mercado. Paralelamente, a crescente complexidade técnica do parque automóvel valorizou ainda mais o conhecimento, o suporte técnico e o acesso a dados, tornando-os fatores diferenciadores determinantes.
Que mudanças acredita que irão marcar o aftermarket em 2026, tendo em conta as recentes transformações do mercado?
Em 2026, o aftermarket continuará a evoluir para um modelo cada vez mais concentrado e orientado para o serviço. O comércio eletrónico manter-se-á presente e, muito provavelmente, continuará a procurar consolidar a sua oportunidade de mercado. Simultaneamente, a eletrificação e, sobretudo, a hibridização do parque automóvel irão impulsionar uma mudança progressiva no mix de produto, com maior peso dos sensores e da eletrónica em geral, enquanto as peças tradicionais associadas ao motor de combustão continuarão a ter relevância no curto e médio prazo, sustentadas pelo parque atual em circulação. A sustentabilidade e a economia circular ganharão igualmente protagonismo, impulsionadas pela regulamentação ambiental e pela própria procura do mercado.
Que investimentos e estratégias estão previstos para 2026 e em que áreas?
A nossa estratégia para 2026 assenta sobretudo no alargamento do portefólio nas áreas de Ignição e Sensores, com especial enfoque nos sensores, através da nossa marca NTK. Prova disso é o recente lançamento da gama de corpos de borboleta. Paralelamente, continuaremos a apostar na formação, acompanhando distribuidores e oficinas com programas técnicos alinhados com a crescente complexidade do veículo. O objetivo é continuar a posicionar-nos como um parceiro de referência no aftermarket, oferecendo não apenas produtos, mas também formação, informação e conhecimento que acrescentem valor real ao mercado.










