Num ano marcado por alguma instabilidade no aftermarket automóvel, Abílio Cardoso, da Veneporte, faz o balanço de 2025, analisa os principais desafios do mercado e antecipa um 2026 de prudência, com foco na diversificação e no controlo do risco.
Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O ano de 2025, foi um ano em que verificámos alguma irregularidade na nossa atividade. Tivemos um primeiro quadrimestre bastante bom, depois o segundo com uma pequena contração e novamente o último quadrimestre a bom nível. Em resumo, uma pequena redução de atividade face 2024 (melhor ano da história da Veneporte), mas nada de relevante e até com muito pouco impacto ao nível da rentabilidade da empresa.
Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
O que constatámos como mais impactante ao nível do aftermarket em 2025, foi o reforço da concentração ao nível dos grupos de compra e ainda os impactos negativos dos acontecimentos associados à política internacional, que criaram alguma instabilidade nos mercados.
Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
Na verdade, não expecto mudanças muito grandes em 2026. Penso que estamos numa fase em que os atores de mercado terão alguma prudência!!
Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
A Veneporte, para lá do investimento associado ao alargamento de gama de produtos, está a levar a cabo uma estratégia de diversificação de clientes e mercados, claramente numa lógica de criar bases para uma nova fase de crescimento de volume de negócios, mas também no sentido de minimizar riscos comerciais, que potencialmente possam existir.











