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Revolução elétrica nas frotas já começou segundo a Leaseplan

29 Novembro, 2021
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A Leaseplan está fortemente apostada em dinamizar a mobilidade elétrica nas frotas de veículos que gere para os seus clientes. O estudo “Mobilidade 2022”, de acordo com a Leaseplan, mostra que a revolução elétrica nas frotas já começou.

Desde a última edição do estudo de Motorizações, lançada no final de 2019, assistimos a uma crise sanitária que ainda hoje coloca muitos desafios em vários sectores, não sendo o sector automóvel uma exceção. A crise dos semicondutores e das matérias-primas refletem um desencontro sem precedentes entre a oferta e a procura, e que muitos analistas antecipam que vá prolongar-se ainda durante alguns meses. Este período atípico que vivemos, trouxe também novas tendências de mobilidade que apontam a uma preferência pelo transporte automóvel. Cada vez mais, com o gradual regresso à normalidade, assistimos a uma retoma das frotas corporativas, que não se faz sentir mais devido à atual escassez na oferta.

Este ano, com este estudo, foi efetuado um exercício de comparação de custos totais de utilização (TCO) entre as diferentes propulsões, tendo por base uma empresa com uma frota de média dimensão (entre 50 e 200 veículos). Este exercício ganha uma especial importância pela crescente oferta de motorizações veículos híbridos plug-in, veículos 100% elétricos e pelo ganho de competitividade de cada vez mais modelos face a versões com motor de combustão interna. Neste estudo, em comparação com 2019, foi introduzido um novo segmento – Utilitário SUV – que traduz uma nova preferência de mercado. Desta forma, este estudo considera 9 segmentos (Utilitário, Utilitário SUV, Pequeno Familiar, Pequeno Familiar SUV, Pequeno Familiar Premium, Médio Familiar, Médio Familiar Premium, Grande Familiar Premium e Veículos Comerciais) analisando a quilométrica de cada um desses segmentos. É ainda de referir que para todos estes segmentos, foi tida em consideração as 5 propulsões disponíveis: Diesel, Gasolina, Híbrido, Híbrido Plug-in e 100% elétricos.

O estudo “Mobilidade 2022” pretende identificar oportunidades de transição para os diferentes segmentos de veículos e perfis de utilização que compõem uma frota automóvel. As recomendações para os diferentes segmentos, desde as frotas maiores aos clientes particulares, têm como objetivo aliar a transição para a mobilidade elétrica a uma efetiva redução de custos totais de utilização (TCO) com a mobilidade automóvel.

Principais conclusões por segmento:

– No segmento dos Utilitários, conta-se com a opção 100% elétrica como alternativa aos veículos a combustão, porém, ainda não existe uma oferta de modelos híbridos. No que respeita ao TCO, observa-se que o modelo 100% elétrico continua a ser o mais competitivo para a quilometragem de referência (48 meses | 30.000km/ano), com uma diferença de 4% face aos modelos Híbrido e a Gasolina; no entanto as propulsões não são muito significativas, sendo no máximo 7% quando comparado com o modelo Diesel.

– No segmento onde temos todas as motorizações disponíveis, incluindo uma versão Híbrida Plug-in – Utilitário SUV – o veículo 100% elétrico é a opção com menor custo de utilização, para o perfil de utilização de referência, com uma diferença material de 8% face aos modelos a Gasolina e Diesel. O modelo Híbrido Plug-in é menos competitivo neste segmento, com diferenças significativas de cerca de 18%

– No segmento Pequeno Familiar o veículo 100% elétrico destaca-se sobre todas as outras motorizações, sendo o veículo a Diesel o que mais se aproxima, ainda que com uma diferença de 24% (em 2019 a distância do veículo elétrico para o 2º classificado era de cerca de 2%). Este ganho explica-se pela melhoria em 10% do TCO elétrico e pela perde de competitividade em igual medida do Diesel. É ainda de referir que o segmento Pequeno Familiar já dispõe de versões carrinha no modelo Híbrido Plug-in. Enquanto que nos veículos 100% elétricos ainda não existe uma versão disponível neste tipo de carroçaria, o que poderá ser um obstáculo à transição.

– No segmento dos Pequenos Familiares SUV, pela primeira vez, o modelo 100% elétrico o que apresenta o melhor TCO para a quilometragem de referência. Desde a análise de 2019, esta propulsão ganhou bastante competitividade, demonstrando uma redução significativa de 180€ mensais, ou 26% dos custos de utilização. No entanto, o modelo Diesel (que tem sido campeão do TCO nos últimos anos) ficou a apenas 2% de distância, seguido do veículo Híbrido Plug-in que ficou a 13% mais dispendioso que o VE. Mais distantes estão as versões Híbridas e a Gasolina, com diferenças superiores a 20%.

– Para o segmento dos Pequenos Familiares Premium, versão Diesel é a que apresenta o TCO mais baixo. Contudo, os modelos 100% Elétricos e Híbridos Plug in estão muito próximos, com uma diferença máxima de 2%. Depois temos uma versão a Gasolina a 12% e por fim o Híbrido que tem um custo de utilização 21% acima do Diesel. Como se tem constatado, as versões híbridas não têm mostrado competitividade – muito por conta das alterações fiscais que vieram a aumentar o valor de aquisição desta motorização.

– No segmento Médio Familiar, face a 2019, assiste-se a uma inversão nas duas primeiras posições, com o modelo Híbrido Plug-in a assumir a 1ª posição, por troca com a versão elétrica que fica com um TCO a 2% de distância; no entanto, é claro que neste segmento os veículos elétricos mantêm  uma posição dominante; já as outras motorizações estão ligeiramente mais distantes, com a versão Diesel com uma diferença de 11% e a Gasolina a 15%.

– No segmento Médio Familiar Premium, as versões eletrificadas são as que apresentam custos de utilização mais baixos: tal como no segmento Médio Familiar generalista, o veículo Híbrido Plug-in supera o 100% Elétrico, que apresenta um TCO 10% mais caro. As restantes motorizações deixam de fazer sentido para as frotas corporativas, visto que apresentam diferenças de 36% a 48% face ao veículo híbrido plug-in.

– No segmento Grande Familiar, o veículo Híbrido Plug-in é o mais competitivo, seguido do modelo 100% Elétrico e do Híbrido a Diesel, que traduzem um acréscimo de 23% e 24% no TCO mensal, respetivamente. As opções Diesel e Gasolina representam um custo acrescido de 36% e 86%, sendo esta última opção a menos vantajosa da análise.

– O segmento dos Pequenos Furgões, a opção a Diesel é sem dúvida a mais competitiva, com uma diferença de 37% face ao veículo elétrico, diferença justificada por ambas as motorizações terem o mesmo enquadramento fiscal e por terem um custo de aquisição do veículo elétrico muito superior ao seu congénere a Diesel. O veículo a gasolina também não representa uma opção economicamente viável por apresentar um TCO superior a 18% em relação ao Diesel.

Assim, tendo em conta a quilometragem de referência, as propulsões eletrificadas (veículo 100% elétrico e veículo híbrido plug-in) demonstram ser as mais competitivas em 7 dos 9 segmentos em análise; só ganham nos segmentos Pequeno Familiar Premium e nos Furgões.

Deste modo, as recomendações da LeasePlan passam por analisar a competitividade das motorizações, sempre que haja uma renovação de qualquer um dos segmentos, de forma a aliar a oportunidade de redução de custos com redução efetiva da pegada ambiental das frotas.

Este estudo, que ainda coloca os híbridos plug-in como primeira aposta em Portugal revela, no entanto, uma competitividade crescente dos custos totais dos veículos 100% elétricos.

Há um aspeto relevante, que é o facto das conclusões do estudo diferirem quando se analisa a dimensão da frota da empresa em análise. Nas pequenas e médias empresas, a transição para a eletrificação é ainda mais favorável já que o desconto dos fabricantes de automóveis são menores nos motores a combustão interna, pelo que e a competitividade dos elétricos ganha assim mais relevo”, refere Ricardo Silva, Diretor Comercial da LeasePlan.

Por outro lado, as infraestruturas de carregamento, a par dos incentivos, que constituem uma das principais barreiras ativas para a transição, são necessárias mais que nunca e serão um fator determinante para a aceleração dessa transição, conclui”.

Uma das formas de auscultação alargada do mercado que temos é o LeasePlan Mobility Monitor, uma pesquisa anual que recolhe opiniões dos consumidores e das empresas sobre os temas mais prementes que o setor da mobilidade enfrenta e que incluiu Portugal, com os  condutores portugueses a revelarem ser dos mais positivos em relação aos carros elétricos, com 62% a referirem que têm uma atitude muito positiva quanto à mudança para VE e 49% a confirmarem que têm intenção de mudar para um elétrico na compra do próximo veículo.

Existe cada vez maior apetência do mercado português para a transição para o VE, onde tanto as empresas reconhecem na mobilidade elétrica uma oportunidade de diminuição dos seus custos com energia/combustível, como os particulares que põem no entanto em primeiro lugar a preocupação ambiental (59%) e em segundo os baixos custos de utilização (57%).

O setor e o combate às alterações climáticas

Com o tempo, e dada a pressão governamental para a contenção das emissões de CO2, muito tem de mudar, principalmente tendo em conta a urgência climática reconhecida no Roteiro para a Neutralidade Carbónica. A LeasePlan tem também o seu “roteiro para a neutralidade carbónica”, a diferença é que a meta é 2030, ano em que tem como objetivo atingir zero emissões na sua frota total. Os principais elementos da estratégia da LeasePLan incluem a sensibilização dos clientes sobre what’s next em veículos de baixas emissões, facilitando a adoção de veículos de baixas emissões com propostas atrativas para os clientes desenvolvidas pelo LeasePlan Electric Vehicle Experience Center. A LeasePlan é também membro fundador da EV100, uma nova iniciativa de negócio global projetada para acelerar a aceitação de veículos elétricos e as suas infraestruturas, lançada pelo The Climate Group no âmbito da Assembleia Geral da ONU em setembro.

O setor dos transportes é responsável por 25% das emissões de gases de estufa em Portugal. Por sua vez, o subsetor dos transportes rodoviários representa cerca de 96% das emissões dos transportes. Tendo em conta que as frotas vêm assumindo uma quota cada vez maior dos automóveis no nosso país, face aos objetivos fixados pelo Governo no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, a LeasePlan assume como seu objetivo estratégico a antecipação da neutralidade carbónica das frotas dos seus clientes para 2030, adiantando-se assim em 20 anos face ao objetivo nacional.

Considerando as metas do Acordo de Paris e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, a verdade é que, mesmo considerando que estes apresentam objetivos demasiado ambiciosos, se olharmos para o stock de veículos a circular por motorização, somos obrigados a acelerar a transição para motorizações mais sustentáveis por todos os meios ao nosso alcance. Com efeito, em 2021, 90% de veículos de passageiros a circular nas estradas europeias ainda serão a combustão; este número baixa para 70% em 2025 e para uns ainda relevantes 50% em 2030. Depois de 2030, teremos 20 anos para tirar da estrada os restantes 50% de veículos a combustão.

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