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Transfraga: Frota sempre em movimento

20 Outubro, 2020
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Ter a frota sempre operacional é para a Transfraga fundamental para corresponder às exigências dos clientes em matéria de transportes e a um maior rigor no controlo de custos. Por isso, a política de manutenção de frota varia em função da idade dos veículos.

TEXTO PAULO HOMEM

Localizada em Vila Nova de Poiares, a Transfraga está a comemorar os seus 25 anos de existência. Gerida inicialmente por três sócios, apenas José Carlos Garcia se encontra hoje à frente dos destinos de uma empresa que começou no transporte nacional, dedicado ao granel sólido, com apenas um veículo pesado.

Atualmente a frota é constituída por 37 veículos pesados de 40 toneladas (todos Scania, exceto dois que são MAN), sendo que 19 estão afetos ao transporte nacional (essencialmente ao setor da madeira)com incidência na região centro e norte, sendo os restantes dedicados ao transporte internacional (carga geral). Também ao nível dos semirreboques a Transfraga aposta em frota própria, tendo aqui uma maior diversidade de soluções e marcas, fruto da variedade e tipologia de transporte que efetua.

Neste momento, cerca de 50% da frota desta empresa foi adquirida através de soluções de renting, o que no entender de José Carlos Garcia foi “uma opção que se tem revelado boa, tendo em vista que a única preocupação que temos é a prestação. Neste momento, um problema que aconteça com um veículo de frota no internacional acaba por trazer enormes encargos para a empresa e, com o renting, conseguimos controlar muito melhor esses custos imprevistos”.

Se esta solução de aquisição através do renting, que tem implicação direta na política de manutenção, está essencialmente afeta à frota que faz o internacional, já a política para a frota que faz o nacional é diferente, até porque muita dessa frota transita do internacional para o nacional após o fim dos contratos. “Se o veículo ainda estiver em garantia, muitas vezes a opção é fazer a manutenção nos concessionários de marca. Contudo, para camiões fora da garantia temos oficinas próprias, onde somos nós que gerimos a manutenção ligeira, pois não fazemos grandes reparações”, explica o gerente da Transfraga, dizendo que “normalmente todos os sábados, com a frota nas nossas instalações, temos tempo para verificar o estado dos camiões e proceder às manutenções que são necessárias, como fazer a gestão dos pneus”.

Com todos os veículos equipados com GPS, a empresa utiliza também esta ferramenta, não apenas para controlar a deslocação da frota, mas para melhor definir a sua política de manutenção (em função dos quilómetros), sendo que cada carro tem uma folha de registo que o acompanha, de modo a que a lógica seja fazer uma manutenção preventiva.

Recorrendo também à marca para adquirir peças, apesar de tudo na Transfraga os maiores fornecedores de peças são os grossistas independentes, trabalhando a empresa de Vila Nova de Poiares com diversos fornecedores, mas sempre com uma política muito bem definida em que a qualidade da peça é ponto de honra. “Sabemos claramente que o barato sai caro, e que isso ainda faz mais sentido numa frota de pesados. Por isso a qualidade da peça é para nós fundamental”, reconhece José Carlos Garcia. A gestão dos pneus é totalmente efetuada pela Transfraga, tendo contudo o suporte de um retalhista de pneus na zona de Vila Nova de Poiares.

A Transfraga não faz stock de pneus, podendo os pneus novos ser montados nesse parceiro. Porém, a gestão propriamente dita (rotações, manutenções, trocas, etc.), é realizada nas instalações deste transportador. “Tentamos ter um grande rigor em relação às pressões e também à rotação dos pneus, pois sabemos que isso influencia muito os custos de operação da frota”, refere o responsável da Transfraga que, mesmo assim, reconhece que existe sempre a necessidade de mais rigor na gestão dos pneus, mas que os resultados têm sido positivos.

Para além de pneus novos (acima de tudo Hankook, tendo também apostado na Fulda), a Transfraga também recorre a recauchutados (RIS e Bandague), sobretudo dos pneus que rodam na frota, numa lógica de gestão de pneus em que a relação custo / rendimento quilómetro deve ser privilegiada. Todos os semirreboques (de diversas marcas) são propriedade da Transfraga, empresa que gere a sua manutenção internamente (exceto quando em garantia).

A Transgrafa segue uma política de frota com idades médias não muito altas (neste momento ronda os quatro anos), sendo que cada veículo faz em média 150 000 quilómetros / ano no internacional e 110 000 quilómetros / ano no nacional.

Transfraga
Vila Nova de Poiares
José Carlos Garcia
239 421 675
geral@transfraga.pt
www.transfraga.pt

Artigo publicado na Revista Pós-Venda Pesados n.º 21 de abril/maio de 2019. Consulte aqui a edição.

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