Num conjunto de recomendações técnicas, a VARTA destaca a importância do controlo da temperatura, da humidade e do estado de carga, bem como da adoção de procedimentos adequados na gestão do stock das oficinas.
As baterias automóveis podem perder capacidade mesmo quando não estão a ser utilizadas, pelo que as condições de armazenamento assumem particular importância, tanto para unidades novas como para baterias retiradas dos veículos durante operações de diagnóstico ou manutenção.
Segundo as recomendações divulgadas, as baterias devem ser armazenadas num local seco, fresco e bem ventilado, preferencialmente com uma temperatura média anual próxima dos 15 °C. O calor excessivo acelera as reações químicas no interior da bateria, favorecendo fenómenos como a corrosão e a sulfatação, que podem comprometer a capacidade e reduzir a vida útil.
A humidade constitui outro fator de risco, uma vez que pode provocar condensação e favorecer correntes de fuga à superfície da bateria, contribuindo para a sua descarga.
Por este motivo, as baterias devem permanecer armazenadas na vertical, em espaços limpos e organizados, afastadas de fontes de calor e protegidas de condições ambientais desfavoráveis.
Controlo da carga é essencial
Um dos principais cuidados recomendados às oficinas é a verificação periódica do estado de carga das baterias armazenadas.
Mesmo sem utilização, as baterias sofrem uma descarga gradual que, caso não seja controlada, pode evoluir para uma descarga profunda e provocar danos permanentes.
Nas baterias convencionais de chumbo-ácido, uma tensão em repouso entre 12,7 V e 12,8 V é geralmente indicativa de carga completa.
A recomendação passa por carregar totalmente a bateria antes do armazenamento e verificar a tensão a cada dois meses. Caso o valor seja igual ou inferior a 12,5 V, deverá proceder-se à recarga com um equipamento adequado à tecnologia da bateria, preferencialmente com função de manutenção de carga.
É igualmente importante respeitar as recomendações do fabricante, evitando situações de sobrecarga que possam comprometer o desempenho e a durabilidade.
Limpeza dos terminais evita problemas
A manutenção das condições de limpeza é outro aspeto destacado nas recomendações técnicas.
A acumulação de sujidade e humidade na superfície das baterias pode favorecer correntes de fuga, enquanto a corrosão dos terminais prejudica o contacto elétrico e pode provocar dificuldades de funcionamento.
Antes da instalação, os profissionais devem inspecionar o estado da bateria, verificar os terminais e as ligações e, sempre que necessário, proceder à limpeza com produtos adequados.
A aplicação de protetores específicos para terminais pode também contribuir para prevenir problemas de corrosão, devendo estas operações ser realizadas com os equipamentos de proteção individual apropriados e evitando o contacto com o eletrólito.
Gestão do stock deve integrar verificações periódicas
Além dos cuidados técnicos, a VARTA destaca a importância de integrar estas práticas nos procedimentos habituais da oficina.
A identificação das baterias, o registo das datas de entrada em stock e a realização de controlos periódicos do estado de carga permitem melhorar a organização e reduzir o risco de comercialização ou instalação de unidades que tenham perdido capacidade durante o armazenamento.
A adoção destas medidas contribui para reduzir falhas prematuras, evitar intervenções desnecessárias e assegurar que as baterias chegam aos veículos em condições adequadas de funcionamento.
Num contexto em que a fiabilidade dos sistemas elétricos assume uma importância crescente, a correta gestão das baterias constitui também um fator de qualidade do serviço prestado pelas oficinas, começando muito antes da sua instalação no automóvel.













