As plataformas da Pós-Venda celebram 10 anos de atividade. Para assinalar este marco, reunimos testemunhos de vários profissionais do aftermarket, entre eles Cláudio Delicado, da Liqui Moly, que partilha a sua perspetiva sobre a evolução do mercado e os principais desafios do pós-venda automóvel.
O que está a suceder no negócio dos lubrificantes auto (aftermarket), era o que previa há 10 anos que estivesse a acontecer agora?
O setor evoluiu e esperava-se uma consolidação mais rápida e uma uniformização das práticas comerciais, mas o mercado manteve-se diverso e dinâmico. Isso também trouxe oportunidades. Hoje, destacam-se os profissionais que apostaram na qualidade técnica, na formação contínua e na valorização do serviço ao cliente. São estes parceiros — oficinas, distribuidores e técnicos — que elevam o setor e constroem relações de confiança com os condutores. A Liqui Moly orgulha-se de trabalhar com muitos destes profissionais de excelência, que ajudam a diferenciar positivamente o aftermarket em Portugal.
Quais foram as principais alterações no negócio dos lubrificantes auto (aftermarket) nestes últimos 10 anos?
A última década foi marcada por avanços tecnológicos, novas exigências e maior valorização da qualidade. A complexidade técnica dos lubrificantes aumentou, com normas mais rigorosas dos fabricantes. Já não basta um óleo “bom”; é essencial que seja o certo para o motor certo. A Liqui Moly acompanhou esta evolução com um portefólio altamente especializado. A digitalização também transformou o setor. Ferramentas como catálogos online e o nosso Guia de Óleos online tornaram-se essenciais. A Liqui Moly foi pioneira neste campo, com soluções digitais eficazes para oficinas e distribuidores, o que é essencial para a valorização das marcas premium. Os profissionais reconhecem cada vez mais o valor de um lubrificante de alta performance. Como tal, a Liqui Moly, com reputação de excelência, reforçou a sua posição como marca de confiança. Apesar da entrada de marcas brancas e importações paralelas, com um foco forte apenas no preço, a Liqui Moly manteve o foco na formação, apoio técnico e relações de longo prazo com os seus parceiros.
Como é que caracteriza o momento atual do negócio de lubrificantes auto (aftermarket)?
Vivemos um momento de transição. Há pressão sobre os preços, mas também maior exigência técnica e ambiental. Destacam-se os profissionais que aliam conhecimento, serviço técnico especializado de excelência e produtos de alta performance. A Liqui Moly reforça a sua posição com soluções completas — lubrificantes, aditivos, químicos e ferramentas digitais — e aposta contínua na formação, inovação e no apoio técnico. O momento é exigente, mas cheio de oportunidades.
O que, no seu entender, poderá ter mais impacto no setor dos lubrificantes auto (aftermarket) durante os próximos 10 anos?
Nos próximos 10 anos, o setor dos lubrificantes auto será moldado por transformações profundas, impulsionadas por tendências como a eletrificação, normas ambientais mais exigentes, digitalização, consolidação da distribuição e valorização da marca. A eletrificação reduzirá a procura por lubrificantes de motor convencionais, mas muitos outros produtos — como os destinados a transmissões, travões ou sistemas térmicos — continuarão essenciais. Os novos combustíveis sintéticos também terão uma palavra a dizer. Surgirão também novas exigências tecnológicas, às quais a Liqui Moly já responde com a gama E-Mobility, desenvolvida para veículos elétricos e híbridos. As exigências ambientais vão acelerar a transição para fórmulas mais sustentáveis. A digitalização continuará a transformar a relação entre oficinas, distribuidores e clientes, exigindo mais agilidade, personalização e suporte técnico. Neste cenário, a Liqui Moly acredita que o fator decisivo será a capacidade de adaptação com qualidade, seja no que hoje se designa mercado de lubrificantes, como no peso crescente que terá o mercado de fluídos específicos. As marcas que investirem em inovação, formação e proximidade com os seus parceiros estarão melhor posicionadas para liderar esta nova fase do aftermarket. Ao longo da sua história, a Liqui Moly tem demonstrado que, independentemente da tecnologia ou do rumo do mercado, está sempre pronta para responder às necessidades do momento — com soluções eficazes, fiáveis e alinhadas com os desafios do futuro.
Como perspetiva que será o negócio de lubrificantes auto (aftermarket) daqui a 10 anos?
O setor será mais técnico, regulado e exigente. A eletrificação, as normas ambientais e a digitalização vão exigir operadores mais qualificados e produtos mais sustentáveis. Haverá menos intervenientes, mas mais especializados. A Liqui Moly está preparada para esse futuro, investindo em inovação, formação e ferramentas digitais que apoiam os seus parceiros a crescer num mercado em constante transformação.








