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“As peças usadas deverão ganhar ainda maior importância, impulsionadas por nova legislação/regulamentação”, Manuel Monteiro, B-Parts

Manuel Araújo Monteiro, da B-Parts, faz um balanço positivo de 2025, um ano que marcou a consolidação e um crescimento acima do previsto para a empresa e destaca a maturidade do modelo de negócio da B-Parts, o reforço da sua posição internacional e a crescente relevância das peças usadas na cadeia de reparação.

Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O ano de 2025 foi um ano de consolidação e fortíssimo crescimento para a B-Parts, inclusivamente acima do já ambicioso plano de negócios. Acabou por refletir a maturidade do nosso modelo de negócio e reforçar a nossa posição no aftermarket automóvel, principalmente na Europa. Ao longo do ano, registámos um desempenho positivo em todos os principais indicadores, justificado pelo aumento da procura por peças usadas, pelo nosso esforço de expansão da nossa base de clientes profissionais e pelo aumento do número de fornecedores. Um dos momentos mais relevantes de 2025 foi a expansão, em conjunto com a Stellantis, da oferta de peças de carro usadas à rede de reparação no mercado do Reino Unido. Isto reforçou o papel da B-Parts como parceiro estratégico das redes de reparação e acelerou a nossa presença num dos mercados mais relevantes do aftermarket europeu. Continuamos a investir em tecnologia, equipas e processos logísticos, assegurando níveis elevados de serviço, rapidez de entrega e apoio ao cliente. O alinhamento com a estratégia de economia circular da Stellantis e o reforço da nossa presença internacional permitiram-nos encerrar 2025 com um balanço muito positivo.

Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
Do ponto de vista da B-Parts, o fator que mais marcou o aftermarket automóvel em 2025 foi a combinação entre o aumento dos custos de manutenção/reparação dos veículos (e também a queda da procura por carros novos) e a crescente importância da sustentabilidade na decisão de compra. O aumento do preço dos veículos novos e das peças novas e originais levou consumidores e oficinas a procurarem alternativas mais económicas e ao mesmo tempo seguras, como as peças usadas. Este contexto económico coincidiu com uma maior preocupação com economia circular no setor automóvel. Acreditamos que em 2025 as peças usadas se afirmara ainda mais como uma oferta credível para as redes de reparação. A crescente aceitação por parte das ofi cinas e dos clientes finais demonstrou que o mercado reconhece o valor das peças usadas enquanto solução sustentável e de qualidade. O aftermarket em 2025 passou a estar mais orientado para eficiência económica, circularidade e digitalização, três pilares do nosso posicionamento.

Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
Em 2026, acreditamos que o aftermarket automóvel continuará a evoluir no sentido de uma maior racionalização, através do uso crescente de dados na tomada de decisão e do recurso às ferramentas de inteligência artificial. Outra mudança será o aprofundamento da economia circular. As peças usadas deverão ganhar ainda maior importância, impulsionadas por nova legislação/regulamentação, como por exemplo o Circular Economy Action Plan. O aumento da frota de veículos eletrificados trará novos desafios e oportunidades, nomeadamente ao nível da reutilização de componentes. Ou seja, o aftermarket será mais tecnológico, mais sustentável e mais orientado para a eficiência de custos.

Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
Para 2026, a B-Parts planeia dar continuidade a uma estratégia de crescimento sustentado assente em expansão internacional, inovação tecnológica e sustentabilidade. Esperamos consolidar a nossa presença na Europa e nos Estados Unidos da América, passando pela parceria com mais fornecedores em mercados estratégicos. Um dos nossos objetivos é continuar o investimento no suporte profissional a clientes B2B, como oficinas, seguradoras e empresas de renting e leasing. No plano tecnológico, os investimentos incluem sobretudo a incorporação da inteligência artificial e o tratamento dos dados. Outro aspecto importante é a formação da equipa. Num contexto de rápida evolução tecnológica e de maior complexidade dos veículos, a capacitação interna é um fator crítico de sucesso. Do mesmo modo, pretendemos também aumentar a equipa, como tem acontecido nos últimos anos. Por fim, a sustentabilidade continuará a ser um pilar central da nossa estratégia. Em 2026, a B-Parts pretende reforçar projetos ligados à economia circular, nomeadamente através do aumento da oferta de peças para veículos elétricos e híbridos.

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