Miguel Valentim, Global Parts, faz um balanço do ano de 2025 para a empresa e antecipa as mudanças estruturais que deverão marcar o setor em 2026, com especial foco na digitalização, na automação e na otimização dos processos internos.
Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
O balanço de 2025 é globalmente muito positivo para a nossa empresa. Foi um ano marcado por crescimento sustentado, consolidação da atividade e reforço da nossa capacidade operacional. Destacamos, em particular, a consolidação do armazém central no Carregado, que contribuiu significativamente para ganhos de eficiência logística, melhoria do serviço ao cliente e maior robustez dos nossos processos internos. Este ano permitiu-nos estabilizar investimentos realizados anteriormente e criar bases sólidas para o crescimento futuro.
Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
Na nossa perspetiva, o fator mais impactante no aftermarket português em 2025 foi a normalização progressiva das cadeias de abastecimento. Esta evolução trouxe maior previsibilidade ao mercado, mas também intensificou a pressão competitiva, nomeadamente ao nível de preços, níveis de serviço e eficiência logística. Em paralelo, verificou-se uma aceleração na exigência dos clientes, que passaram a valorizar ainda mais a disponibilidade imediata, a rapidez de entrega e a fiabilidade dos fornecedores, obrigando os operadores do aftermarket a reforçar a sua capacidade operacional e a otimizar processos.
Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
Para 2026, acreditamos que o aftermarket em Portugal será marcado por algumas mudanças estruturais resultantes das transformações recentes do mercado. A aceleração da digitalização e automação dos processos, a crescente adoção de plataformas digitais de gestão de stocks, pedidos e faturação vai tornar-se mais generalizada, aumentando a eficiência operacional e a capacidade de resposta aos clientes. Ferramentas de previsão de procura e analytics serão cada vez mais decisivas para otimizar inventários e reduzir ruturas melhorando a produtividade dos operadores.
Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
Em 2026, a nossa empresa irá focar-se na consolidação da estrutura existente, com investimentos dirigidos sobretudo à otimização do armazém central no Carregado, ao reforço da digitalização dos processos e à melhoria da eficiência logística. Paralelamente, continuaremos a investir no desenvolvimento das equipas e no fortalecimento da abordagem comercial, de forma a responder de forma mais ágil e eficaz às necessidades do mercado.











