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SEG Automotive desvenda os dez mitos sobre as baterias de arranque

27 Julho, 2026

A falha ou descarga da bateria de arranque continua a ser a causa mais frequente de avarias automóveis, de acordo com o balanço de assistência em viagem de 2025 do clube automóvel alemão ADAC.

Apesar da evolução tecnológica dos veículos e das próprias baterias, continuam a existir vários mitos sobre o seu funcionamento, manutenção e durabilidade. É por isso que a SEG Automotive explica o princípio de funcionamento das baterias modernas, esclarece dez dos mitos mais comuns e apresenta algumas recomendações para prolongar a sua vida útil. Para as oficinas são excelentes argumentos para falar com os seus clientes.

As funções da bateria de 12 V nos veículos modernos

Nos motores a gasolina, a bateria continua a fornecer energia às velas de ignição após o arranque. Nos motores Diesel, embora não sejam necessárias velas de ignição durante o funcionamento do motor, as velas de incandescência também recebem energia da bateria durante o arranque.

A bateria é particularmente exigida nos veículos equipados com sistemas start-stop, uma vez que o motor é reiniciado com frequência. Nestes casos, são normalmente utilizadas baterias de maior desempenho, como as tecnologias EFB e AGM disponibilizadas pela SEG Automotive.

Além do arranque, uma bateria moderna pode ter de alimentar até cerca de 100 consumidores elétricos durante a condução. Entre estes encontram-se a iluminação, unidades de controlo, sensores, sistemas de assistência à condução, equipamentos de informação e entretenimento e dispositivos externos, como tablets e smartphones.

Também os assistentes de voz apoiados por inteligência artificial e com ligação permanente à Internet estão a aumentar as necessidades energéticas dos veículos.

Tecnologia das baterias de arranque

Uma bateria automóvel, normalmente do tipo chumbo-ácido, é composta por várias células ligadas em série, que, em conjunto, fornecem uma tensão aproximada de 12,78 volts.

Cada célula possui dois elétrodos: um positivo, fabricado em dióxido de chumbo, e um negativo, em chumbo. Estes elementos estão mergulhados num eletrólito de ácido sulfúrico diluído, que funciona como meio condutor.

Entre os elétrodos existem separadores que evitam o contacto direto, permitindo, ao mesmo tempo, a troca de iões. Todo o conjunto está instalado numa caixa robusta de plástico resistente aos ácidos, que protege a bateria de influências externas e danos mecânicos.

A ligação ao sistema elétrico do veículo é efetuada através dos terminais positivo e negativo. Durante a descarga, a bateria converte energia química em energia elétrica. No carregamento, o processo ocorre no sentido inverso.

Mitos sobre a bateria de arranque — e o que é realmente verdade

Mito 1: “Os automóveis modernos já não têm problemas de bateria”

Apesar da tecnologia atual, a bateria de arranque continua a ser a principal causa de avarias.

Entre os fatores que mais contribuem para o seu desgaste encontram-se:
– O elevado número de consumidores elétricos;
– Os sistemas start-stop;
– A utilização frequente em trajetos curtos;
– O envelhecimento provocado pelos anos de serviço.

Na prática, as baterias dos veículos atuais podem estar sujeitas a uma utilização mais exigente do que no passado.

Mito 2: “Uma bateria automóvel tem sempre exatamente 12 volts”

Os 12 volts representam apenas o valor nominal da bateria.

Uma bateria de arranque totalmente carregada apresenta normalmente uma tensão entre 12,6 e 12,8 V. Quando regista cerca de 12,5 V, já pode ser considerada significativamente descarregada.

Pequenas diferenças de tensão podem ter um impacto relevante na capacidade de arranque e no funcionamento da eletrónica de bordo.

Mito 3: “Sem manutenção significa que nunca é necessário verificar a bateria”

A designação “sem manutenção” significa apenas que não é necessário repor água na bateria.

A verificação regular da tensão e do estado de carga continua a ser importante, sobretudo em veículos utilizados apenas em trajetos curtos, automóveis sazonais ou viaturas que permanecem imobilizadas durante longos períodos.

Sem esse acompanhamento, pode ocorrer uma descarga profunda progressiva.

Mito 4: “Os trajetos curtos são suficientes para recarregar a bateria”

Nos veículos modernos, uma viagem curta pode não ser suficiente para compensar a energia consumida durante o arranque.

Além disso, equipamentos como o aquecimento, os bancos aquecidos, a climatização e os sistemas de assistência à condução continuam a consumir energia durante a circulação.

Como resultado, em determinadas condições, a bateria pode perder mais energia do que aquela que consegue recuperar.

Mito 5: “Na substituição da bateria só contam as dimensões e os amperes-hora”

Nos veículos atuais, não basta escolher uma bateria com as mesmas dimensões e capacidade em amperes-hora, ou Ah.

É igualmente necessário considerar:
– A tecnologia da bateria, nomeadamente EFB ou AGM;
– A corrente de arranque a frio;
– A compatibilidade com o sistema de gestão de energia;
– A eventual necessidade de codificação da nova bateria.

A utilização de uma bateria inadequada pode provocar falhas de funcionamento ou reduzir significativamente a sua vida útil.

Mito 6: “Um automóvel elétrico não precisa de bateria de arranque”

Os veículos elétricos também possuem, normalmente, uma bateria de 12 V.

Esta bateria é responsável por:
Manter os sistemas básicos em modo de espera quando o automóvel está parado;
Alimentar unidades de controlo;
Ativar o sistema de alta tensão;
Garantir o funcionamento de equipamentos de segurança.

Sem a bateria de 12 V, um veículo elétrico também pode ficar imobilizado, mesmo que a bateria de tração esteja carregada.

Mito 7: “As baterias avariam subitamente e sem aviso”

Muitas baterias perdem capacidade de forma progressiva devido a fatores como:
– Sulfatação;
– Descargas profundas repetidas;

Envelhecimento natural.

A sulfatação corresponde à formação de cristais duros de sulfato de chumbo nas placas da bateria, geralmente provocada por períodos prolongados de descarga ou inatividade.

O condutor apenas costuma perceber o problema quando o motor deixa de arrancar, apesar de a bateria já se encontrar enfraquecida há bastante tempo.

Mito 8: “O frio destrói a bateria”

O frio reduz temporariamente o desempenho da bateria, mas não é necessariamente responsável pela sua destruição.

Durante o inverno, as necessidades de energia são superiores e a capacidade de carregamento pode diminuir. Ao mesmo tempo, o motor exige mais esforço para arrancar e são utilizados mais consumidores elétricos.

É por isso que uma bateria já enfraquecida tende a falhar quando as temperaturas descem.

Mito 9: “Qualquer pessoa pode substituir a bateria”

Muitos veículos atuais possuem sistemas de gestão da bateria, conhecidos pelas siglas BMS ou BEM, que monitorizam o seu estado e controlam o carregamento.

Após a substituição, pode ser necessário informar o veículo de que foi instalada uma bateria nova. Caso contrário, o sistema de gestão de energia poderá continuar a funcionar com os dados da bateria antiga e desgastada.

Por essa razão, entidades especializadas, aconselham que a substituição seja realizada por profissionais.

Mito 10: “O calor não prejudica a bateria, porque os problemas só aparecem no inverno”

A longo prazo, o calor pode danificar mais a bateria do que o frio.

Em muitos casos, os danos determinantes ocorrem durante o verão, mas apenas se tornam visíveis meses mais tarde, quando chegam as temperaturas baixas.

As temperaturas elevadas aceleram os processos químicos de envelhecimento da bateria:
– O eletrólito evapora mais rapidamente;
– A autodescarga aumenta;
– A corrosão interna intensifica-se.

A bateria envelhece de forma praticamente impercetível e pode falhar aparentemente de forma súbita no inverno.

Como prolongar a vida útil da bateria de arranque

Para reduzir o desgaste e evitar avarias, a SEG Automotive recomenda alguns cuidados:
– Realizar regularmente trajetos com uma duração igual ou superior a 30 minutos;
– Utilizar um carregador de manutenção ou recorrer a uma oficina quando o veículo estiver parado durante mais de duas ou três semanas;
– Ligar os consumidores elétricos apenas depois de colocar o motor em funcionamento;
– Desligar os consumidores antes de desligar o motor;
– Estacionar à sombra ou numa garagem durante o verão, sempre que possível;
– Efetuar uma verificação da bateria numa oficina antes do inverno;
– Evitar descargas profundas;
– Prestar atenção a sinais como arranque lento, luzes intermitentes ou mensagens de erro;
– Utilizar sempre a tecnologia de bateria recomendada pelo fabricante do veículo.

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