Eurico Fertuzinhos, CEO da Weoptimize, foi um dos oradores do Mech Summit, organizado pela Car Academy, onde apresentou o tema “A tua oficina está a morrer lentamente?”, centrando a sua intervenção na organização, produtividade e eficiência das oficinas.
O responsável começou por alertar para aquelas que considera serem as pequenas perdas diárias que passam muitas vezes despercebidas na operação de uma oficina. Para Eurico Fertuzinhos, uma oficina cheia e uma equipa constantemente ocupada não significam necessariamente que o negócio esteja a funcionar bem. A falta de organização e de tempo para analisar a operação pode esconder ineficiências relevantes.
Uma das ideias destacadas foi a diferença entre movimento e ação. Segundo o CEO da Weoptimize, um colaborador pode passar o dia ocupado, a deslocar-se entre diferentes tarefas, sem que isso signifique que esteja efetivamente a acrescentar valor ao negócio. O importante é perceber quanto tempo os técnicos passam realmente a executar trabalho produtivo e faturável.
Eurico Fertuzinhos chamou ainda a atenção para o impacto acumulado das pequenas perdas de tempo. Como exemplo, referiu que apenas 15 minutos perdidos por dia por técnico podem representar cerca de 55 horas por ano, valor que aumenta significativamente quando multiplicado pelo número de colaboradores.
Entre as fontes de desperdício identificadas estão a procura de ferramentas, os tempos de espera por aprovação de orçamentos ou por peças, a movimentação de viaturas dentro da oficina e outras tarefas que retiram os técnicos daquilo que deve ser a sua principal função: reparar veículos e acrescentar valor.
Para o responsável da Weoptimize, muitos destes problemas não são resolvidos de forma estrutural. As oficinas acabam frequentemente por solucionar cada situação à medida que surge, sem procurar identificar e eliminar a causa que está na origem do problema. Na sua perspetiva, essa causa está muitas vezes relacionada com a própria desorganização da operação.
A resposta passa, por isso, por observar, medir, organizar e implementar melhorias. Conhecer as horas faturadas, medir os tempos improdutivos, garantir que cada técnico sabe antecipadamente o trabalho que vai realizar e recorrer a metodologias de organização como os 5S foram algumas das recomendações apresentadas.
Eurico Fertuzinhos deixou ainda a ideia de que este processo de melhoria nunca está concluído. Cabe à gestão procurar continuamente criar melhores condições para aumentar













