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Mech Summit: Catarina Alves refere que a retenção nas oficinas começa antes do primeiro dia

26 Setembro, 2026

Catarina Alves, responsável de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Norauto, levou ao Mech Summit o tema “Atração e retenção de talento”, abordando um dos principais desafios que atualmente se colocam às empresas do setor da reparação automóvel: encontrar profissionais e, sobretudo, conseguir que permaneçam nas organizações.

Com cerca de uma década de experiência ligada ao setor automóvel e à mecânica, Catarina Alves destacou que a atração e retenção não podem ser reduzidas à questão salarial. Relação com as equipas e lideranças, condições de trabalho, reconhecimento, formação e perspetivas de evolução profissional são fatores que influenciam a decisão de permanecer numa empresa.

Um dos primeiros desafios começa ainda antes do recrutamento. A responsável da Norauto defendeu a importância do employer branding, da presença nos canais onde estão os potenciais candidatos e de uma maior aproximação às escolas e instituições de ensino. Ao mesmo tempo, os processos de recrutamento devem tornar-se mais rápidos e simples, evitando burocracias que podem levar à perda de candidatos.

Especial atenção foi dada ao onboarding, sobretudo nos primeiros meses. Catarina Alves explicou que a Norauto estruturou este processo depois de identificar uma elevada rotatividade nesse período. Preparar a chegada do novo colaborador, garantir acompanhamento e disponibilizar um plano de formação são algumas das medidas adotadas, que já permitiram reduzir essa rotatividade.

A formação contínua e a existência de percursos de progressão claros foram igualmente apontadas como essenciais. Para Catarina Alves, um técnico deve conhecer as possibilidades de evolução dentro da organização, sem que essa progressão implique necessariamente assumir funções de liderança.

Outro ponto central foi precisamente a qualidade da liderança. Reconhecimento, acompanhamento, feedback, respeito pelos horários e segurança psicológica são fatores que contribuem para fidelizar os profissionais. “Se nos mantivermos focados apenas na técnica e não olharmos para a pessoa, vamos perder muito mais pessoas”, alertou.

Na Norauto, esta estratégia traduz-se também em parcerias com escolas, estágios, formação inicial e contínua, mentoria e planos individuais de desenvolvimento.

Catarina Alves terminou com uma ideia que resume a sua intervenção: a retenção deve ser encarada como um processo contínuo. Mais do que perceber apenas porque saem os colaboradores, as empresas devem procurar saber porque ficam e utilizar essa informação para melhorar a sua gestão de pessoas.

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