A CarVertical revelou os resultados do estudo anual sobre manipulação de quilometragem no mercado de usados em Portugal, identificando os modelos com maior incidência de adulterações em 2025.
A análise conclui que o BMW Série 5 foi o modelo mais frequentemente alvo de manipulação, com 10,6% dos veículos verificados a apresentarem alterações no conta-quilómetros.
Em média, a quilometragem do BMW Série 5 foi reduzida em 123 443 km. Seguem-se o Citroen DS4, com 10,4% dos veículos analisados a registarem adulterações e uma redução média de 65 563 km, e o Seat Ibiza, com 9,3% e uma diminuição média de 123 312 km.
A empresa sublinha que muitos destes modelos são populares noutros países europeus, o que facilita a importação de viaturas cuja quilometragem pode ser alterada durante o processo. A ausência de partilha sistemática de dados sobre o histórico dos veículos entre países dificulta a verificação de registos anteriores pelas autoridades locais, aumentando o risco para os compradores.
“Os registos de quilometragem, histórico de danos, mudanças de propriedade e outras informações importantes para os compradores estão frequentemente nas bases de dados de instituições nacionais e empresas privadas. Os compradores não conseguem aceder facilmente a essas informações, e é por isso que os condutores em toda a Europa correm o risco de comprar carros muito danificados ou veículos com quilometragem significativamente alterada. A manipulação da quilometragem também é uma das principais razões que levam os condutores e os países a perder muito dinheiro anualmente”, afirmou Matas Buzelis, especialista no mercado automóvel da carVertical.
Apesar de o BMW Série 5 liderar em percentagem de casos, não é o modelo com a maior redução média de quilometragem. Em Portugal, as maiores reduções médias foram registadas no Volkswagen Passat, com 177 298 km, seguido do BMW Série 5, com 123 443 km, e do Seat Ibiza, com 123 312 km.
“Num relatório do histórico do veículo, os condutores podem ver como a quilometragem de um carro mudou ao longo dos anos, quando foi manipulada e em quantos quilómetros foi reduzida. Alguns carros apresentam várias reduções de quilometragem, para se tornarem mais lucrativos no mercado de carros usados. A fraude no conta-quilómetros pode não parecer assustadora, mas a imprevisibilidade destes carros não se limita apenas à manutenção. Quando os próximos proprietários forem vender o carro no futuro, isso vai certamente comprometer o valor do veículo”, explicou Matas Buzelis.
Entre os 20 modelos mais comuns em Portugal, o Opel Corsa apresenta o risco mais baixo de manipulação, com 4,9% dos veículos verificados a evidenciarem alterações na quilometragem, o que corresponde a cerca de um em cada 20 automóveis analisados. Seguem-se o Seat Leon, com 5%, e o Citroen Berlingo, com 5,5%.
No conjunto dos países europeus incluídos no estudo, os modelos mais frequentemente adulterados foram o Toyota Prius, com 14,3%, o Audi A8, com 12,2%, e o Volvo V70, com 9,3%.
O estudo analisou relatórios históricos de veículos adquiridos pelos utilizadores da carVertical entre janeiro e dezembro de 2025. Os registos de manipulação de quilometragem foram agrupados por marca e modelo, convertidos em percentagens e posteriormente classificados.











