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Dossier autocarros: João Lopes, da Irizar, “Temos a rede de assistência mais extensa do setor em Portugal”

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João Lopes, responsável comercial da Irizar em Portugal, analisa o mercado de autocarros no nosso país, assim como o negócio do pós-venda neste setor e especificamente na empresa.

Qual a sua opinião sobre a evolução do mercado de autocarros em Portugal?
Encontrando-se neste momento numa fase de forte expansão, este será, em virtude dos fatores que estão na origem dessa expansão, provavelmente o momento mais interessante do setor desde a época de privatização das empresas do universo da RN que teve lugar no inicio dos anos 90.

Quais os segmentos que mais se têm destacado no mercado? Porquê?
Todos os segmentos de mercado estão no seu melhor momento da última década. São sobretudo 3 os fatores potenciadores de crescimento que estão a impulsionar o desenvolvimento do mercado:
– Extraordinário aumento de procura no setor do turismo, que veio esgotar a capacidade de resposta das empresas neste setor e as obrigou a investir no aumento de frota.
– Depois de muitos anos impossibilitados de efetuar novas aquisições, devido aos constrangimentos orçamentais que afetavam a capacidade de investimento das empresas públicas, sejam elas estatais ou municipais, iniciou-se este ano um forte movimento de renovação de frota dos operadores de transportes urbanos.
– E, finalmente, e em linha com o que já se passa na europa há 2 ou 3 anos a esta parte, a aposta das nossas cidades na mobilidade elétrica. Note que não falo, como já ouvi alguém dizer, em veículos de “elevada performance ambiental”, falo sim em veiculos que utilizam uma fonte de energia limpa e renovável, como é a energia elétrica.

Apesar de todos os nossos esforços em promover o IRIZAR i2e, um produto comprovadamente eficiente, rentável e apto para funcionar em condições operacionais sem constrangimentos, verificamos, no entanto, que a opção dos concursos até aqui lançados em Portugal, e ao contrário do que se faz por essa europa fora, tem privilegiado a aquisição de viaturas com uma potência inferior a 180Kwh, ao invés dos (pelo menos) 330Kwh necessários para uma operação contínua – o nosso veículo de 12m utiliza uma potência embarcada de 376Kwh, o que lhe permite operar durante 14 horas sem necessidade de recarregar (e, portanto, de abandonar a linha a que tenha sido atribuido). Temo que estejam com isso a hipotecar a confiança dos utilizadores, em Portugal, neste tipo de veículos, quando estes estão a ter excelentes resultados em todos os outros países onde já operam veículos elétricos. Particularidades do nosso país…

Qual vai ser a evolução do mercado de autocarros em Portugal nos próximos anos?
Acreditamos que, apesar da indefinição do que irá acontecer após os diferentes processos de contratualização que terão lugar até finais de 2019, e dos constrangimentos que isso provoca nas decisões de investimento das empresas privadas que hoje detém o serviço, o setor manterá a tendência de crescimento enquanto se mantiverem os atuais níveis de procura.

Quantos autocarros a marca vendeu em Portugal em 2017?
Atá ao momento contamos com 63 unidades vendidas este ano.

Qual o parque circulante da vossa marca em Portugal?
A IRIZAR é uma marca que se destaca pela qualidade do seu produto, pela extraordinária imagem que os seus autocarros possuem e pelos bons resultados operacionais que estes dois fatores possibilitam, em conjugação com a poupança de combustível em virtude das suas características de construção. Por isso mesmo, é muito elevado o numero de veículos IRIZAR usados, importados, em circulação no nosso país. Para ter uma ideia da grandeza dos números: vendemos nos últimos 12 anos um pouco mais de 800 viaturas em Portugal, ao passo que o parque total estimado de veiculos com carroçaria IRIZAR a circular nas nossas estradas estará muito perto dos 1.700 autocarros.

Qual foi o mais recente lançamento no mercado português e suas características?
Apresentámos na Cúria, Mealhada, em dezembro passado, o novo IRIZAR i6S. Um veículo que, utilizando como base o mais que provado i6, incorpora algumas das caracteristicas estéticas mais marcantes do nosso topo de gama, a IRIZAR i8, e oferece ao mercado a possibilidade de adquirir uma viatura que utiliza tecnologia de ponta a um preço bastante convidativo. A par da utilização mais intensiva do alumínio, e de outras ligas de elevado rendimento que nos permitem melhorar as performances do veículo e aumentar ainda mais a segurança dos seus utilizadores, utilizamos também aqui um sistema multiplexado, Ao fazermos isso reduzimos consideravelmente a cablagem necessária e possibilitamos a circulação da informação entre os diversos componentes da carroçaria e um sistema de diagnóstico que transmite ao condutor e às equipas de manutenção informação vital para que possam fazer mais eficientemente o seu trabalho.
Já circulam nas nossas estradas 44 unidades deste novo modelo.

Como funciona o vosso Pós-Venda (manutenção / reparação)?
A IRIZAR possui a rede de assistência mais extensa do setor em Portugal. Às 3 oficinas que são Serviço Oficial, e oferecem aos nossos clientes todos os serviços que possam necessitar, a AGT (Frielas), a TECNIAMPER (Loures) e a CARLOS ALBERTO & SILVA (Vila do Conde), adicionamos Serviços Autorizados nos arquipélagos da Madeira e dos Açores e a extraordinária rede da PROJECTIVA, o importador e distribuidor da MASATS e da HISPACOLD, duas marcas do Grupo IRIZAR e que equipam todos os nossos veículos. Além disso, possuímos mais de 300 postos de assistência na Europa, quer em oficinas próprias, quer em Serviços Oficiais e Oficinas Autorizadas um pouco por todos os países europeus.

Principais argumentos no Pós-venda?
São também os argumentos de venda, são o amago da nossa marca e a razão de ser do sucesso da IRIZAR:
– Industrialização do produto, as peças são de utilização universal, o que nem sempre se verifica no mundo dos autocarros.
– 5 anos de garantia, confiamos no nosso produto e transmitimos essa confiança ao nosso cliente na forma de uma garantia ampla e reconhecida por todos como a mais abrangente do mercado.
– Melhor relação preço/qualidade no mercado.
– Formação constante quer dos técnicos das oficinas que fazem parte da nossa rede, quer dos técnicos das empresas nossas clientes. Esta é uma das nossas principais carateristicas e, sem dúvida, a que melhor nos define: o gosto de partilhar. Partilhar sucesso, é verdade, mas, e sobretudo, partilhar conhecimento.

Existem contratos de manutenção?
O fato de podermos oferecer agora aos nossos clientes a possibilidade de aquisição de veiculos integrais (temos veiculos integrais 100% elétricos, como é o caso do i2e; integrais hibridos, que combinam um motor de combustão com um motor elétrico, como é o caso do i4 hibrid; e veiculos integrais de combustão, em todos os nossos modelos: i3, i4, i6, i6S e i8) trouxe consigo a necessidade de introduzir algumas alterações na rede de apoio aos clientes. No caso de Portugal, e como já temos várias unidades de IRIZAR i6 e IRIZAR i6S a circular, recorremos à rede de assistência da DAF, o que proporciona aos clientes uma garantia adicional de cobertura integral do território nacional em caso de necessidade. Trouxe também a necessidade da introdução de contratos de manutenção e, muito importante agora que os paradigmas estão em transformação, novas modalidades de financiamento e contratualização.

Existe disponibilidade de peças para quem pretenda fazer a manutenção da sua própria frota?
Com certeza. Além de existirem peças em dois pontos de Portugal Continental, em Frielas e em Vila do Conde, possuímos um departamento de peças que disponibiliza qualquer peça que possam necessitar cumprindo com tempos médios de referência do setor.

Como é que as novas tecnológicas (novos sistemas de propulsão) afetam o negócio do Pós-venda nos Autocarros?
Não creio que afetem, apenas se terá que adaptar. Lia há pouco tempo na vossa revista que um player do mercado de viaturas ligeiras estava já a preparar os seus técnicos e a dar-lhes formação para o que aí vem em termos de mobilidade elétrica nos veículos ligeiros. Nos pesados de passageiros será idêntico, estou convencido. O ritmo a que a transição de sistemas de propulsão se fará no nosso país, parece, também ajudará a que o período de ajustamento seja suave e sem grandes sobressaltos. Agora, que terá de ser feita essa transição e que os mais bem preparados (e que comecem já a trabalhar nisso) serão os que melhor suportarão a mudança, disso não tenho dúvidas.

Outro aspeto que considere relevante sobre o negócio (venda e pós-venda) de autocarros?
Num mundo em profunda e rápida mudança, e numa época em que os modelos de negócio sofrem também eles profundas alterações, continuamos a crer que o principal são as pessoas. São elas o motivo pelo qual continuamos a investir fortemente no desenvolvimento de novas tecnologias e no aperfeiçoamento das existentes, é por elas que continuamos a ser a única em presa no mercado que oferece aos seus clientes TODAS as suas carroçarias homologadas segundo o Regulamento ECE 66.02. Segundo o nosso ponto de vista, não faz sentido criar valor se os nossos clientes, os nossos colaboradores e toda a sociedade que nos rodeia, não beneficiarem disso.

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