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“O negócio de peças em Portugal irá continuar como antes”: Manuel Félix, Euromais

4 Agosto, 2020

Manuel Félix, da Euromais, refere à PÓS-VENDA como a empresa se está a preparar para futuro e quais as suas expetativas para a recuperação da pandemia.

Quais são os fatores / indicadores a ter em atenção na recuperação futura do negócio do aftermarket, na perspetiva do grossista de peças?

O principal fator a ter em conta deve ser a capacidade financeira de cada empresa para poder cumprir com os seus compromissos. Depois disso parece-me, neste momento, que o mercado irá retomar a sua atividade normal mais rápido que o que seria expectável há dois meses atrás.

Que medidas foram e estão a ser tomadas para se potenciarem as vendas neste momento?

Não nos parece que valha a pena estar a entrar em loucuras de baixar preços ou efetuar campanhas agressivas. O mercado não vai absorver mais material por isso. Aquilo que fizemos foi manter um contacto constante com os clientes para saber como evoluía a sua situação e trabalharmos o nosso stock para estarmos melhor preparados para a retoma.

A digitalização do negócio, através de plataformas B2B (e não só) assume agora uma importância maior na relação com o vosso cliente?

A nossa empresa, desde o inicio, sempre teve uma “pegada digital” muito forte. Achamos que só desta forma as empresas podem reduzir custos e trabalhar de uma forma eficiente. Infelizmente, em muitos casos, verificamos que este pensamento ainda não está enraizado em muitas empresas o que pode levar, a médio prazo, a problemas para essas empresas ao nível da rentabilidade.

Qual a sua opinião sobre o futuro do negócio de peças em Portugal, tendo em conta os efeitos da pandemia? Consideram que se vai assistir nos próximos meses a uma enorme guerra de preços no mercado português?

O negócio de peças em Portugal irá continuar como antes. Algumas oficinas irão desaparecer, as lojas de peças sofrerão pressão sobre a sua tesouraria, por causa do atraso nos pagamentos mas, em termos gerais a maioria continuará a existir. Parece-nos que a entrada numa espiral de baixa de preços não é a solução para vender mais. No entanto acreditamos que se possa assistir a uma guerra de preços para se tentar vender mais, uma vez que o mercado será mais pequeno em termos de volume nos próximos tempos.

Em que ano poderemos atingir os níveis de faturação idênticos aos que o setor demonstrou em 2019? 

Cremos que no final de 2021 estaremos aos níveis de 2019.

Artigo publicado na Revista Pós-Venda n.º 58 de julho de 2020. Consulte aqui a edição.

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