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Mannol adapta a oferta de lubrificantes às exigências da norma Euro 7

A Mannol está a preparar a sua oferta de lubrificantes para responder às exigências técnicas associadas à entrada em vigor da norma Euro 7, prevista para 29 de novembro de 2026.

A marca lembra que a nova regulamentação europeia introduz requisitos adicionais para as emissões de partículas e a durabilidade dos sistemas de controlo de emissões, aumentando a importância das características dos óleos de motor na proteção dos componentes, na eficiência energética e no funcionamento dos sistemas de tratamento dos gases de escape.

Embora os limites de emissão dos gases de escape dos automóveis ligeiros de passageiros e dos veículos comerciais ligeiros se mantenham, em grande medida, inalterados face à norma Euro 6, a Euro 7 alarga o âmbito da regulamentação ambiental. Entre as principais alterações estão os requisitos relativos às partículas emitidas pelos sistemas de travagem, a deteção de partículas de escape com dimensões até 10 nanómetros e a durabilidade dos sistemas relacionados com as emissões. Para os veículos das categorias M1 e N1, o período principal de durabilidade é de oito anos ou 160 mil quilómetros, consoante o que ocorrer primeiro.

Estas exigências tornam mais relevante o desempenho dos motores ao longo da sua vida útil. O desgaste dos componentes, o consumo de óleo, a formação de depósitos e o envelhecimento dos sistemas de tratamento dos gases de escape podem influenciar as emissões dos veículos durante a utilização.

A escolha dos lubrificantes continua a depender das especificações de cada fabricante e das normas técnicas aplicáveis, nomeadamente ACEA, API e ILSAC. As categorias ACEA C são particularmente relevantes para motores modernos a gasolina e a gasóleo equipados com sistemas de tratamento dos gases de escape, estabelecendo requisitos relativos à composição química, à viscosidade e ao desempenho dos óleos.

Os lubrificantes com baixo ou médio teor de cinzas sulfatadas, fósforo e enxofre, identificados pela sigla SAPS, contribuem para limitar a acumulação de resíduos nos filtros de partículas e para preservar o funcionamento dos sistemas catalíticos. A viscosidade é outro dos fatores importantes, uma vez que os óleos menos viscosos podem reduzir as perdas por atrito e contribuir para a eficiência energética, desde que sejam utilizados em motores concebidos para essas características e garantam a proteção necessária contra o desgaste.

A Mannol disponibiliza diferentes lubrificantes destinados a responder às necessidades de várias motorizações. O Molibden Ultra 5W-30 (7916) combina as classificações ACEA C2 e C3, API SQ e ILSAC GF-7A. A sua formulação inclui modificadores de atrito à base de molibdénio e destina-se a motores modernos equipados com sistemas de tratamento dos gases de escape, desde que sejam respeitadas as especificações exigidas pelo fabricante do veículo.

O Legend Formula C5 0W-20 (7921) foi desenvolvido para aplicações que exigem a classificação ACEA C5. A sua viscosidade permite reduzir as perdas por atrito em motores concebidos para este tipo de óleo, e o produto possui as aprovações Mercedes-Benz MB 229.71 e MB 229.72.

Já o Hybrid SP 0W-16 (7920) destina-se a motores a gasolina de baixa viscosidade e a sistemas híbridos. Formulado com componentes à base de polialfaolefinas e ésteres, cumpre as normas API SQ Resource Conserving e ILSAC GF-7B. A formulação contempla o desempenho no arranque a frio, a proteção contra o desgaste e o controlo da formação de depósitos, aspetos relevantes em veículos híbridos sujeitos a ciclos frequentes de arranque e paragem do motor de combustão.

Konstantin Gaab, diretor-geral da Mannol e da SCT Germany, considera que a evolução da regulamentação exige o desenvolvimento de lubrificantes capazes de reduzir as perdas por atrito e o consumo de energia sem comprometer a proteção dos componentes ou o funcionamento dos sistemas de tratamento dos gases de escape. O responsável destaca também a importância das normas técnicas na criação de formulações adaptadas às características de cada motor.

A norma Euro 7 não estabelece uma especificação universal de óleo de motor para todos os veículos. A escolha do lubrificante adequado continua a depender da conceção do motor, do grau de viscosidade exigido e das especificações definidas pelo fabricante, sendo estes critérios determinantes para garantir a compatibilidade e o desempenho do produto.

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