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“O aftermarket passou a valorizar ainda mais a disponibilidade imediata, a confiança na especificação correta e o apoio técnico”, Loredana Proietti, Olipes

Loredana Proietti, da Olipes, faz o balanço de um 2025 marcado pela consolidação da marca em Portugal, pela expansão da rede de oficinas e pelo reforço do serviço logístico, em parceria com o importador exclusivo FJS. A responsável analisa os principais desafios do aftermarket, antecipa as tendências para 2026 e detalha os investimentos estratégicos já em curso.

Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?

O balanço de 2025 é muito positivo: consolidámos a presença da OLIPES no mercado português, continuámos a abrir novos pontos de venda e aumentámos o número de oficinas aderentes ao nosso Programa Partner. Em paralelo, reforçámos o nível de serviço logístico através do nosso importador exclusivo, a FJS Unipessoal, Lda., com capacidade de entrega em 24 horas em qualquer ponto do país em mais de 600 referências em lubrificantes e outros produtos de manutenção.

Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?

A normalização gradual da cadeia de abastecimento e a crescente exigência técnica das oficinas foram, na nossa perspetiva, os fatores mais impactantes em 2025. O aftermarket passou a valorizar ainda mais a disponibilidade imediata, a confiança na especificação correta (OEM/ACEA) e o apoio técnico para responder à maior complexidade do parque circulante.

Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?

Em 2026, o aftermarket deverá ser marcado por três mudanças: maior peso de veículos híbridos/eletrificados, aumento da relevância de fluidos específicos (refrigeração térmica, e-fluids) e maior foco em transmissões modernas (AT, DCT e CVT), onde a especificação e o procedimento correto são críticos. Ao mesmo tempo, as oficinas vão exigir mais rapidez logística e parceiros que aportem formação e ferramentas para melhorar eficiência e rentabilidade.

Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?

Em janeiro de 2026 iniciámos a construção de novas instalações, com investimentos superiores a 5 M€ só em 2026, para ampliar capacidade de produção e armazenagem. O plano inclui novas linhas de fabrico e enchimento de óleos lubrificantes e novos reatores para produção de massas de sulfonato de cálcio de grau alimentar e massas de poliureia. Em Portugal, reforçaremos as campanhas de lançamento para híbridos e elétricos, novas formulações para transmissões (manual e, sobretudo, automática/DCT/CVT) e a expansão do Programa Partner para Oficinas, com foco em serviço, formação e rentabilidade.

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