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“O mercado português está melhor estruturado que o espanhol”, Enrique Junquera, Andel

25 Novembro, 2022
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Tal como outras empresas congéneres espanholas, também a Andel achou que estava no momento de ter uma primeira abordagem física ao mercado português. Instalou-se com um armazém a norte e divulga aqui a sua estratégia.

Nascida em 2007, a Andel SA é uma empresa que se dedica à logística e distribuição de peças automóvel através dos seus armazéns localizados nas cidades de Sevilha (onde tem a sede), Málaga, Madrid e Barcelona. Tendo como objetivo ser um grande grupo empresarial, a Andel apostou desde cedo em armazéns de larga capacidade logística (dispõe de mais de 11.000 m2 de armazéns atualmente, aos quais se juntam agora mais 2.000 m2 em Portugal), através dos quais serve os clientes de retalho (casas de peças), sendo essa uma das suas estratégias. Em Espanha trabalha com cerca de 95 casas de peças que representam mais de 146 balcões, dispondo de uma série de serviços profissionais, como plataformas de peças B2B e outras ferramentais digitais que suportam todo o serviço ao cliente, com um mínimo de duas entrega/dia. Distribuindo marcas de primeiro equipamento e também uma marca própria (Andel), a empresa espanhola quer agora replicar o seu modelo de negócio em Portugal, como explica à revista PÓS-VENDA, Enrique Junquera, Diretor Geral da Andel.

Quais são as razões principais que levaram a Andel a entrar no mercado português?
Tínhamos a pessoa certa para desenvolver o projecto Andel, Carlos Rosado e também o interesse das lojas de peças no nosso projeto de negócio.

Que oportunidades foram encontradas para que a Andel tenha tido interesse de entrar no mercado em Portugal?
A Andel encaixa perfeitamente na estrutura do mercado português, fazemos a venda de forma ordenada e assim encaixamos no mercado sem o desordenar.

Qual o interesse do mercado português, atendendo à dimensão do mercado espanhol, para uma empresa como a Andel?
A Andel só se dirige a lojas de peças, respeitando as suas zonas de influência, não fazemos a venda de forma massiva, cuidamos muito toda a distribuição e fomentamos a expansão das nossas lojas associadas com a abertura de sucursais. Por isso, em Portugal teremos as lojas associadas necessárias para ter uma cobertura óptima de uma maneira regulada e sem criar conflitos, aspirando a uma quota de mercado coordenada com as nossas lojas associadas.

Qual a estratégia que a Andel vai adoptar para entrar no mercado Português?
O nosso modelo de negocio é a longo prazo, não vendemos por vender, vamos com a ideia de criar uma rede de lojas associadas e vamos fazê-lo de maneira ordenada.

A Andel não pensa vender peças para as oficinas de automóveis?
A Andel só vende a lojas de peças, não vendemos a oficinas, entendemos que há que respeitar o canal de distribuição.

A Andel tem intenção de dinamizar algum conceito de rede de oficinas em Portugal?
Iremos criar uma rede de oficinas , igual à que temos em Espanha que irá estar dotada principalmente de formação e informação técnica. A nossa intenção é que esteja já operativa em princípios de 2023 e será coordenada com as nossas lojas associadas.

No entender da Andel quais as razões que têm levado a uma cada vez maior iberização do mercado aftermarket, tendo em conta que são cada vez mais empresas espanholas a investir em Portugal?
Está a acontecer em todo o mundo, entendo que seja um movimento natural e não só no nosso sector.

Que vantagens trará para a Andel esta iberização do seu aftermarket?
Quando começámos não pensávamos e nem sequer imaginávamos a estrutura que hoje temos, mas sabemos a importância que tem o serviço, e isso faz com que tenhamos de investir em armazéns e stock. A abertura no Porto é muito importante para Andel por isso o tratamos com muito respeito e carinho.

Iniciaram a vossa aposta com um armazém no norte (Porto). Existem projetos e expandir a atividade para outras regiões de Portugal, nomeadamente Leiria ou Lisboa?
Neste momento só pensamos em prestar um bom serviço na nossa zona de influência (zona norte).

Que mensagem gostarias de deixar ao retalho de peças português que irá trabalhar com a Andel?
Que iremos abordar o projecto de Portugal com muita esperança, iremos trabalhar com uma política de vendas muito respeituosa e transparente, tentando cobrir todas as necessidades das lojas, prevalecendo o serviço e a disponibilidade. Iremos dispor de uma ampla gama de produtos em marcas premium e também na nossa marca Andel a qual irá permitir às nossas lojas marcar a diferença. Esperamos já estar operativos no último trimestre deste ano o qual irá servir para nos estruturarmos e começar 2023 com muita energia.

Qual a sua opinião sobre o mercado português de peças de automóvel?
O mercado português está melhor estruturado que o espanhol, a estrutura é mais clara e na minha opinião melhor ordenada.

Artigo publicado na Revista Pós-Venda n.º 82 de julho de 2022. Consulte aqui a edição.

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