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“O nível de preços não vai voltar ao que tínhamos antes”, Ricardo Almeida, Vicauto

13 Setembro, 2021
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De uma forma muito direta e franca, Ricardo Almeida, gestor da Vicauto aborda, o problema da escassez de peças no setor dos pesados e aponta o que pode vir a acontecer!!!

Que efeitos está a ter na vossa atividade a dificuldade de abastecimento de peças junto dos vossos fornecedores?
Em alguns casos tem nos trazido inconvenientes, por não conseguirmos dar a mesma resposta a que os nossos clientes estão habituados. A dificuldade acaba por ser transversal a todos os fabricantes, quer pela falta de matéria prima, quer pelos atrasos nas entregas devido aos constrangimentos nos transportes.

Que alternativas foram levadas à prática para compensar essas dificuldades? Reforço de stock?
O facto de termos várias soluções para as diferentes famílias, fez com que tivéssemos quase sempre alternativas para suprir as falhas, substituindo um fabricante por outro. Como é óbvio o reforço de stock nas várias famílias e nos fabricantes de 1º equipamento fez-se notar.

Que tipologia de peças foram mais afetadas por esse problema?
As peças onde sentimos mais esse problema foram as que têm componentes electrónicos, mas de um modo geral, tudo que dependa do ferro, alumínio, borracha, que são a base de todos os componentes para a indústria automóvel.

Poderão os preços das peças aumentar até final do ano e em 2022?
Pelo que vamos falando com os fabricantes com quem trabalhamos até ao final do ano ainda vai haver aumentos de algumas famílias de produtos. O ano de 2022 é uma incógnita, temos a esperança que volte tudo à normalidade e que os preços não aumentem 2 e 3 vezes durante o ano como aconteceu e está a acontecer. O que podemos ter a certeza é que o nível de preços não vai voltar ao que tínhamos antes.

Poderão os camiões permanecer em média mais tempo em oficina à espera de peças?
A oferta de componentes para automóvel é bastante alargada desde as origens, aos fabricantes de 1º equipamento e outros fabricantes, pelo que creio que isso não vai acontecer. Em alguns casos específicos como temos estado a notar é possível isso vir a acontecer, mas não creio que seja regra.

Existe alguma previsão, por parte dos vossos fornecedores, para este problema deixar de existir e voltar-se à normalidade que existia até finais de 2019?
A instabilidade vai durar ainda durante o ano de 2022 pelas informações que vamos recebendo prevendo-se que possa voltar à normalidade durante o segundo semestre de 2022. A certeza que temos é que apesar de podermos voltar à normalidade nessa altura o nível de preços não será o mesmo que existia em 2019.

 

 

 

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