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“Ou se vende produtos com qualidade, ou não se vende de todo”, Rui Valente e Rui Reis, AZ Auto / MCoutinho Peças

31 Dezembro, 2021
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AZ Auto e MCoutinho Peças são empresas com um forte experiência no negócio de peças auto originais e de aftermarket. Para Rui Valente e Rui Reis,quem chegar ao mercado a vender peças de menor qualdiade não tem futuro.

Os preços médios das peças para automóveis aftermarket vão continuar a subir em 2022?
Sim, claramente. Anualmente já é habitual as marcas fazerem uma revisão de preçários e tendo em conta as dificuldades que vivemos nos dias de hoje, seja com a escassez de matérias-primas, seja com o aumento substancial dos preços dos transportes, é expectável um aumento médio dos preços.

Que efeitos poderá ter no mercado de peças para automóveis aftermarket os preços mais altos, a escassez da oferta e a maior pressão comercial?
O mercado aftermarket em Portugal é um mercado por si só bastante concorrencial, pelo que a pressão comercial é uma evidência sempre, independentemente da capacidade que atingirmos ao nível da oferta.

Os cenários de escassez na oferta poderá dar lugar à entrada mais evidente, no negócio de peças, de peças com menor qualidade?
Garantidamente que não na nossa organização. É absolutamente estratégico para a AZ Auto a integração de marcas / produtos de elevada qualidade no nosso portfolio. Além disso, mesmo que se venha a verificar em Portugal a entrada de players com peças de menor qualidade, não temos dúvidas que não terão futuro. É costume dizer-se que “o barato sai caro” e, neste sector de atividade, verifica-se que ou se vende produtos com qualidade, ou não se vende de todo. E, acima de tudo, de forma alguma, se pode pôr em causa a segurança das pessoas. Da nossa parte, iremos aumentar muito significativamente o nosso volume de vendas de peças aftermarket, mas sempre através de peças de qualidade inquestionável.

Vendas de carros novos a desceram, aumento da quilometragem média dos atuais, parque mais envelhecido, entre outros indicadores, serão só por si um bom cenário para o negócio das peças aftermarket em Portugal? Que outros fatores poderão condicionar (positiva ou negativamente) o mercado das peças aftermarket em 2022)?
Naturalmente que a diminuição de vendas de viaturas novas e aumento da venda de usados, trará oportunidades ao negócio de peças aftermarket. Ainda assim, é necessário que haja também uma melhor preparação dos níveis de stock por parte das principais Marcas do sector, e modo a que não seja este um fator a condicionar negativamente o volume de vendas, assim como, dos próprios players nacionais.
Há muitos temas na ordem do dia: “digitalização”, “disrupção”, eletrificação do sector, entre outros… aconteça o que acontecer, estamos empenhados em garantir ao nosso cliente as melhores peças com o melhor nível de serviço. Keep it simple – e eficaz!

Será em 2022 que se dará o “Boom” da digitalização do pós-venda em Portugal ou continuará o seu processo lento e gradual?
Na verdade, temos sentido que tem havido uma evolução significativa no mercado, no que à digitalização se refere.  Na verdade, a pandemia de covid-19 parece ter acelerado essa tendência. Na MCoutinho Peças/AZAuto, tal como em todo o Grupo MCoutinho, o tema da tecnologia em geral e da digitalização em particular é parte integrante da nossa estratégia, muito antes de se ouvir falar do termo.

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