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Perigest: Especializada na averiguação

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No âmbito dos veículos ligeiros e pesados, a Perigest é especializada no serviço de averiguação de sinistros, prestando serviços, maioritariamente, a Seguradoras nacionais e internacionais, sendo muito procurada também por clientes particulares.

A Perigest foi fundada há 12 anos e tem como “core business” a área de transportes de mercadorias, tendo evoluído a longo dos anos para as várias vertentes do mercado segurador, em especial a área automóvel. Para além disso, a empresa foca-se no serviço de averiguação de sinistros para os veículos ligeiros e pesados.

“Neste momento somos também parceiros de peritagem da EDP, para todo o tipo de sinistros, de todos os carros de serviço da empresa, ligeiros e pesados, para as viaturas com seguro de danos próprios. Não fazemos gestão de frota, mas tudo o que está relacionado com sinistros ou avarias, somos nós que realizamos as peritagens”, explica André Francisco, Diretor da Perigest. A empresa trabalha para o mercado segurador, na área em questão, mas efetua também serviços particulares de averiguação de sinistros automóvel, num tipo de peritagem muito especializada.

“É feito a pedido do cliente, em situações em que não existe acordo prévio entre as partes envolvidas, ou em situações relacionadas com ausência de seguro, avarias mecânicas que conduzem a acidentes, etc. Nesse tipo de casos, fazemos uma averiguação e análise pormenorizada ao sinistro”, explica o responsável.

A equipa da Perigest é composta por funcionários da empresa e também de prestadores de serviços. “A formação é crucial, para se trabalhar com os programas de orçamentação. Os requisitos para os peritos integrarem a nossa equipa são a existência de um mínimo de experiência na área do trânsito, e que haja formação específica na área da peritagem e averiguação”. E dá um exemplo: “se tivermos um perito que está inscrito na Câmara Nacional de Peritos Reguladores há já alguns anos e outro que não está, provavelmente daremos preferência a quem já fez a formação”, explica André Francisco.

FORMAÇÃO

A Perigest disponibiliza também formação aos profissionais com quem trabalha. “Consideramos que a formação é diária, porque não há dois processos iguais.

Qualquer um dos nossos peritos é também um técnico, e é conhecedor profundo das condições gerais e particulares de uma apólice. A abrangência de conhecimentos é enorme. A formação que fazemos incide muito sobre a interpretação e análise da apólice: na forma como deve ser regularizado e como deve ser enquadrado um sinistro, e outras questões relacionadas”. E acrescenta: “Temos também formação nas áreas associadas ao software, à realização dos trabalhos, e por exemplo, quando fazemos peritagens, surgem sempre novas dúvidas.

A profissão exige um grande conhecimento de conteúdos diferenciados, por isso, estamos em constante formação e ao mesmo tempo, dentro da nossa empresa, possuímos vários departamentos de acordo com os diversos tipos de peritagens/ramos.

PERITAGEM

André Francisco adianta que a relação da empresa com as seguradoras é algo a assinalar: “É ótima, primamos sempre por uma relação cordial, independentemente da entidade que nos encontramos a representar. Entendemos que, de forma alguma, o perito deve ser um elo desagregante. O nosso papel é reunir informação e dar o máximo de dados ao cliente, seguradora ou não, que lhe permita analisar a situação e decidir. Nunca incumbimos nenhum perito a pronunciar-se sobre o que a Seguradora deve ou não pagar. Apenas definimos origem, responsabilidades, apuramos prejuízos e definimos valores a indemnizar, tendo em mente não causar ainda mais transtorno do que aquele que já existe”. Sobre a evolução da tecnologia e aumento da teleperitagem, André Francisco é da opinião que esta vai ter de ser sempre feita por um técnico da área.

“Tem de ser um técnico de sinistros, alguém com formação e experiência na área, a analisar os dados fornecidos, como por exemplo, as fotografias, os documentos e o próprio diálogo com os intervenientes, de forma a ser conhecedor do relato do acontecimento A teleperitagem pode ser viável, numa situação de um simples para-choques partido, por exemplo, em que é determinado logo o valor, mas não acredito que numa situação de sinistros mais graves aconteça, porque estas situações requerem sempre uma análise presencial.

O perito tradicional nunca vai acabar. Pode não ser na peritagem em si, mas há sempre a questão da averiguação, devido à fraude. Um perito que vá fazer, por exemplo, a peritagem automóvel ao local de trabalho do cliente, não tem a possibilidade de ver quais os componentes afetados, sendo necessária muitas vezes a autorização de desmontagem do veículo, para assim serem apurados de uma forma mais fidedigna os danos na viatura. Nesse aspeto achamos que a correlação entre a oficina, perito e segurado é muito importante, porque permite-nos pedir à oficina para desmontar o veículo”.

SOFTWARE

Os profissionais da Perigest utilizam o Audatex, ou o GT Motive Estimate. A empresa defende que o perito não deve entrar em detalhes relativamente aos tempos de mão-de-obra. “O perito não é mecânico. O programa permite calcular, mas será viável esse cálculo? E por isso uma boa relação com a oficina melhora tudo. As seguradoras entendem que o controlo dado pelos programas de orçamentação permite reduzir custos, o que é verdade, mas uma peritagem totalmente afastada da oficina pode causar, por exemplo, situações que não foram analisadas fisicamente. Ao indicarem os valores exatos na orçamentação, este tipo de software permite evitar que considerem valores de componentes que não tenham sido danificados pelo sinistro, o que permite um primeiro combate à fraude, que é cada vez mais comum e cada vez mais especializada. E, por isso, uma peritagem que não seja presencial, poderá dar sempre azo a estas situações”.

Qual a maior dificuldade da profissão de perito?

“O facto de a profissão não estar regulamentada é o grande problema, porque faria com que o perito e a peritagem fossem vistos com outros olhos. Havendo regulamentação, iriam surgir também normas e penalizações, o que seria bom para que a profissão e a especialização evoluíssem. Ser perito automóvel não é só perceber 75de carros: a elaboração de um bom relatório, um contacto cordial, a fotografia, a orçamentação, o saber enviar um email de forma correta, tudo isso faz um perito. E a regulamentação poderia permitir, por exemplo, uma pós-graduação, a qual inclua análise de apólices, enquadramentos, fotografia, entre outros temas, para uma formação completa. Se a regulamentação evoluísse, todos teríamos melhores resultados”.

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Queluz
André Francisco
224 834 092
lisboa@perigest.pt
www.perigest.pt

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