Como manda a tradição, a ANECRA organiza em Lisboa a sua Convenção Anual, onde o pós-venda foi um dos temas centrais. A problemática do baixo valor do preço da mão-de-obra foi um dos diversos assuntos em debate.
Depois das apresentações e do lançamento oficial da Convenção, por parte do Presidente da Direção da ANECRA, Alexandre Ferreira, e de Roberto Gaspar, Secretário-Geral da ANECRA, foi de pronto introduzido o tema do pós-venda com o título “Os Desafios Imediatos da Atividade”.
Raúl González Martin, CEO & Founder da Somos Movilidad, fez o lançamento deste painel abordando as principais dificuldades que atualmente as oficinas enfrentam (dados do mercado espanhol reportando o terceiro trimestre). Rentabilidade, captação e retenção de talento, clientes de renting e seguradoras, oficinas ilegais, descarbonização e o boom dos carros elétricos, as novas tecnologias, o nível da própria atividade, a transformação digital da oficina, a formação, a informação técnica e ainda a sustentabilidade são, neste momento, as grandes preocupações das oficinas.
Na mesa-redonda que se seguiu à intervenção de Raúl González Martin, Tiago Rocha, da Tiagorochauto, começou por falar da enorme dificuldade em contratar profissionais e da falta de disposição das oficinas para “formar” os jovens que saem dos centros de formação.
Nuno “Wheelhouse” Reis, Administrador da Redeinnov, disse sobre o assunto do recrutamento que, no futuro, será cada vez mais caro, pois os profissionais existem no mercado, mas que, na realidade, há um grande problema com a contratação e, por isso, a solução é formar internamente e reter talento.
Para Tiago Firmino Ribeiro, Managing Director da Solera, este responsável falou nos preços da mão-de-obra, focando-se sobretudo nos baixos valores praticados atualmente no setor independente (face às oficinas oficiais). Diz este responsável que sem um preço de mão-de-obra ajustado não poderá haver uma remuneração ajustada.
A inteligência artificial é o último passo da digitalização, refere Raúl González Martin, que sublinha que isso trará cada vez mais eficiência à oficina, mas que é preciso que as empresas olhem para a gestão como algo importante, de modo a que as oficinas saibam mais sobre a sua rentabilidade.
Ainda neste painel, destaque para a intervenção de Vítor Pereira, presidente da ANCAV, que abordou o desenvolvimento do projeto Peça Verde.
Mais detalhes e informações na próxima edição da revista PÓS-VENDA.








































