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Remsa reforça capacidade técnica com novo banco de ensaio para partículas de travagem

7 Julho, 2026

A Remsa reforçou o seu posicionamento técnico através do novo banco de ensaio de partículas de travagem desenvolvido pela FMG Brakes, instalado na unidade global de I&D do grupo, em Mutilva, Navarra.

De acordo com a Remsa, esta nova infraestrutura foi concebida para medir as emissões de partículas geradas pelos componentes de fricção, reproduzir condições reais de travagem e apoiar a análise, validação e desenvolvimento de soluções adaptadas ao novo contexto regulamentar Euro 7.

A evolução da indústria automóvel não está apenas a transformar os motores, a eletrificação e os sistemas de propulsão. Também os componentes de fricção estão a ser alvo de novas exigências, sobretudo no que diz respeito às emissões de partículas resultantes da travagem. Muitas vezes invisível a olho nu, o pó dos travões tornou-se um fator técnico cada vez mais relevante para fabricantes, laboratórios e profissionais do aftermarket.

Neste contexto, o conhecimento técnico do sistema de travagem assume uma importância crescente. O novo banco de ensaio da FMG Brakes permite analisar com maior detalhe o comportamento das partículas geradas durante a travagem, contribuindo para responder aos novos desafios técnicos do setor.

Mais do que uma ferramenta de teste, este equipamento permite reproduzir condições de condução e obter dados relevantes para o desenvolvimento de materiais, processos e soluções de fricção. Para a Remsa, esta capacidade está diretamente ligada à sua visão de qualidade, assente não apenas no produto final, mas também no conhecimento acumulado, no controlo dos processos e na validação rigorosa dos componentes.

Uma das principais características deste banco de ensaio é a capacidade de trabalhar com caudais de ar superiores aos habitualmente utilizados neste tipo de testes. Enquanto os bancos convencionais operam com caudais de 1.500 m³/h, o equipamento desenvolvido pela FMG Brakes atinge os 2.000 m³/h, permitindo uma simulação mais representativa das condições reais de funcionamento.

Cada teste tem uma duração aproximada de três dias. Durante este período, as pastilhas de travão passam por uma fase de acamar antes da medição das emissões, permitindo obter resultados mais fiáveis e comparáveis. O processo é realizado em ambiente totalmente controlado e monitorizado, de forma a reduzir desvios e garantir estabilidade na medição.

A recolha e análise das partículas exige também um elevado nível de precisão. Os filtros utilizados no processo passam por uma fase de aclimatização de pelo menos duas horas antes e depois do ensaio. No final, as micropartículas recolhidas são pesadas com uma precisão de dez milésimos de miligrama, sendo posteriormente normalizadas para permitir a comparação com resultados obtidos noutros laboratórios.

O processo inclui ainda filtros de referência, utilizados para verificar eventuais desvios na pesagem. A variação permitida é mínima, de apenas 0,01 mg de um dia para o outro, sendo este controlo mantido durante quatro semanas com os mesmos filtros antes do início de um novo ciclo.

Com este investimento, a Remsa reforça uma das suas principais áreas estratégicas: a investigação e desenvolvimento. A partir da unidade de Mutilva, o grupo continua a promover projetos orientados para o aprofundamento do conhecimento técnico do sistema de travagem e para a resposta aos desafios atuais e futuros do mercado.

Para a Remsa, a integração neste ambiente técnico permite consolidar a sua posição enquanto marca assente na experiência, no conhecimento aplicado e na fiabilidade. Num momento em que o Euro 7 coloca as emissões de partículas de fricção no centro do debate técnico e regulamentar, este novo banco de ensaio representa uma ferramenta importante para antecipar as exigências do mercado e desenvolver soluções cada vez mais preparadas para o futuro da travagem.

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