O bloqueio do Estreito de Ormuz pode vir a causar grandes dificuldades a muitos dos operadores de lubricantes auto. A situação de abastecimento no mercado de óleos base continua limitada. Face a está situação a SCT/MANNOL vem comunicar que irá assegurar um fornecimento suficiente de produtos nos próximos meses.
A situação em curso no Estreito de Ormuz continua a ter um impacto significativo no fornecimento global de matérias-primas, particularmente no mercado de óleos base. As rotas de abastecimento restritas, as refinarias danificadas e o aumento dos custos energéticos estão a criar desafios para todos os intervenientes do mercado. Quanto mais tempo persistir o conflito com o Irão, mais visíveis serão as consequências para os consumidores finais na Europa.
Por exemplo, estes óleos base são também necessários para o enchimento inicial de veículos novos, o que poderá limitar a produção de veículos com motor de combustão interna. Além disso, todo o setor da logística — incluindo os transportes públicos e o transporte rodoviário de mercadorias — poderá ser afetado pela escassez de óleos base.
A SCT, em comunicado, diz que está a responder à atual situação tensa do mercado com um planeamento de compras estratégico e orientado para o futuro. O objetivo é garantir, de forma fiável, um fluxo contínuo de mercadorias nos próximos meses e, assim, assegurar a capacidade de entrega ininterrupta aos clientes. Através de um planeamento antecipado e de uma gestão cuidadosa de stocks, a SCT está a criar as condições necessárias para mitigar de forma proativa possíveis constrangimentos, garantindo que a segurança de abastecimento permaneça estável a longo prazo e que os clientes possam continuar a contar, em permanência, com a disponibilidade habitual dos produtos.
O mercado está também sob crescente pressão devido à disponibilidade limitada de óleos GTL, que até agora eram utilizados principalmente na produção de lubrificantes. Os danos nas refinarias da região de Ormuz levaram a uma maior utilização de óleos HC como alternativa. Como resultado, também neste segmento se registaram aumentos significativos de preços, que podem atingir os 50%.
Devido às perturbações nas rotas de transporte, o prazo médio de entrega dos componentes necessários para a produção de lubrificantes é atualmente de cerca de seis semanas. No entanto, como os preços são calculados com base nos valores em vigor no momento da entrega, os aumentos de preços nos produtos finais já são inevitáveis para compensar os custos esperados.
De acordo com o mesmo comunicado, a SCT aceita conscientemente esta evolução para continuar a atuar como um parceiro fiável para distribuidores e clientes finais. Desta forma, a empresa transmite um sinal claro de segurança de abastecimento, estabilidade e continuidade num ambiente de mercado instável.
















