Gerardo Belo analisa os principais impactos no aftermarket de pesados, identifica as tendências que continuam a marcar o setor e aponta os investimentos estratégicos que vão orientar a atividade da HBC Hermínio em 2026.
Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
Apesar de desafiante consideramos que, de forma global, foi positivo para a nossa empresa. Foi um ano marcado por um crescimento sustentado, consolidação da atividade e reforço da nossa capacidade operacional, em particular nas áreas de logística e serviço ao cliente. Conseguimos identificar oportunidades de melhoria e através das mesmas melhorar a eficiência interna, de forma a corresponder às exigências do mercado.
Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
Na minha perspetiva, podemos dividir em três sub-factores. Um dos fatores foi sem dúvida o fator economia, uma vez que o aftermarket na área dos pesados estará sempre associado á mesma, o equilíbrio entre as importações e as exportações é decisivo para avaliarmos a necessidade de consumo de peças nos veículos, uma vez que os mesmos estão interligados ao fator km percorrido. A situação económica de países como a França e Alemanha entre outros teve sem dúvida impacto ao longo do ano. Por outro lado, fatores de transformação nas oficinas sejam elas independentes ou de transportadores, ao nível da digitalização quer nos processos automatizados de encomendas, quer no crescente número de ferramentas de diagnóstico tem vindo também a ter um impacto importante, bem como o próprio parque de viaturas em constante transformação implicando uma maior complexidade tecnológica, aumentando as necessidades de formação técnica, apoio ao diagnóstico, 2025 confirmou uma vez mais essa tendência. Aliado a estes fatores, incluiria também forte e constante pressão por parte do mercado no acesso aos preços competitivos, que continua a ter um forte impacto na gestão.
Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
Creio que as mudanças, no caso dos pesados, serão em tudo uma continuidade do que acima referi.
Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
Temos vindo a fazer alterações profundas na logística de armazém, particularmente nos últimos 2 / 3 anos, não só na Central, bem como em algumas das filiais, 2026 será um ano de continuidade, uma vez que esse processo nos tem permitido aumentar a eficiência interna, a capacidade operacional e consequentemente o serviço ao cliente. Continuaremos também o investimento em tecnologia e serviços de informação que nos têm permitido não só na área logística, mas particularmente nas áreas comerciais e de interação com o cliente obter melhores desempenhos de forma sustentada.











