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Continental apresenta futuro do automóvel

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A Continental aposta em três pedras basilares para a condução automatizada. A empresa tecnológica pretende alcançar zero acidentes rodoviários, ar puro e veículos inteligentes com mais conforto. Novos pneus, redução de peso do automóvel e eletrificação do mesmo, são áreas onde a Continental tem apostado forte.

“Estamos a trabalhar para podermos oferecer mobilidade com três aspetos-chave: zero acidentes rodoviários, ar puro e veículos inteligentes com mais comodidade,” explicou Elmar Degenhart, presidente do Conselho de Administração da Continental. A Continental é um dos principais pioneiros da condução conectada e automatizada.

Condução assistida e automatizada para zero acidentes

A chave para “zero acidentes” é a condução assistida. Na perspetiva da Continental, a condução automatizada será aceite se as pessoas confiarem na tecnologia. “A aceitação da condução automatizada irá crescer à medida que a confiança nos sistemas avançados de assistência à condução aumentar. Isto também vai depender da forma como podemos garantir que os condutores saibam o que o carro pretende fazer a seguir. Apoiado na eletrónica e em software, o botão de condução automática adiciona um elemento de liberdade no veículo. Esta liberdade deve ser usada, mas não é obrigatória. Deixamos sempre que seja o condutor a decidir quando utilizar os nossos recursos da condução automatizada. E se estes recursos forem desligados, os nossos sistemas avançados de apoio à condução continuarão a proteger o condutor.

Os políticos devem preparar o caminho para a utilização da condução automatizada

“O nosso trabalho faz de nós pioneiros no que diz respeito à condução automatizada. A tecnologia para tal está cada vez mais perto de estar pronta para ser utilizada na estrada. Por isso apoiamos a criação de áreas para testes digitais, tais como as que foram aprovadas ou planeadas em vários estados alemães. Agora é altura de os legisladores criarem as bases para a utilização quotidiana da condução automatizada”, realçou Degenhart. “Afinal, um passo importante no que respeita à condução altamente automatizada – por exemplo em autoestradas – é estabelecer um enquadramento legal para que os condutores já não necessitem de monitorizar constantemente a situação na estrada”.

A Continental está também a trabalhar em vários recursos autónomos – e, portanto, sem condutor – particularmente tendo em vista implementar sistemas práticos de estacionamento. A empresa tecnológica vai apresentar o seu sistema de câmara com Visão Surround na IAA.

Os seis desafios da condução automatizada

“Estamos a desenvolver os componentes e sistemas necessários para a condução automatizada a nível global – nos EUA, bem como no Japão, China e Alemanha. Os nossos engenheiros enfrentam seis desafios fundamentais: tecnologia de sensores, conetividade de cluster, diálogo homem-máquina, arquitetura de sistemas, confiança e aceitação da condução automatizada”, diz Degenhart, descrevendo os pacotes de condução automatizada da empresa.

Tecnologia de sensores: A ausência de acidentes já não é uma utopia. Os sistemas avançados de condução automatizada com sensores podem registar a área em redor do veículo tão bem como os humanos, ou ainda melhor. Os espelhos retrovisores podem ser substituídos por sistemas de câmaras que não só aumentam a segurança, como reduzem as emissões de CO2 dos veículos de passageiros e veículos comerciais. Para a fusão de sensores e, finalmente, para a avaliação dos dados do sensor, a Continental está a investigar a utilização de inteligência artificial. A Continental lançou um projeto de pesquisa sobre o tema “segurança através da aprendizagem”; o projeto foi lançado em conjunto com a Universidade Técnica de Darmstadt e chama-se PRORETA 4, explorando sistemas de autoaprendizagem e inteligência artificial.

Na IAA a empresa apresenta o seu novo pneu SportContact 6, que proporciona excelente aderência em velocidades até 350 quilómetros por hora. “A alta tecnologia do SportContact 6 é tão inovadora e essencial como a mais recente eletrónica. Afinal, são os pneus que transferem de uma forma inteligente a energia do carro para a estrada e que asseguram uma aderência confiável à estrada”, disse Degenhart.

“No futuro instalaremos sensores nos pneus que permitirão que o carro detete as condições na superfície da estrada. Os pneus tornar-se-ão, por isso, uma peça fundamental na nossa rede de sensores no veículo”, acrescentou Degenhart. “A Continental está também a trabalhar num sistema de condução exclusivo e com capacidade de antecipação que será capaz de aprender”.

Conetividade em cluster: A Internet tornar-se-á o sexto sentido do carro. A Continental está a trabalhar num poderoso backend que fornecerá informação altamente precisa sobre o trânsito. A base será um sensor de dados partilhados pelos utilizadores das estradas que será associado ao computador das unidades centrais responsáveis pelo trânsito. A partilha de dados aumenta o alcance dos sensores e permite que o veículo possa “ver ao virar da esquina”.

Diálogo entre o ser humano e a máquina: Qual é a estratégia se o veículo chegar a uma saída da autoestrada em modo totalmente automático e a partir daí ser suposto que o condutor assuma novamente o controlo? No seu cinema interativo em 3D, a Continental mostrará uma cabine para a interação entre o veículo e o condutor – uma resposta importante para as perguntas relacionadas com a questão do controlo.

Arquitetura do sistema: As arquiteturas dos sistemas do futuro para condução automatizada terão de gerir de forma segura uma enorme quantidade de dados que são processados no carro. Tem de ser processado em tempo real um gigabyte de dados por minuto. Com o aumento do desempenho dos sensores e o consequente aumento no volume de dados são necessários sistemas mais potentes e confiáveis.

Confiança: Atualmente, os sistemas avançados de assistência à condução funcionam como uma reserva para o condutor. Com a condução automática, em caso de avaria o veículo deve ser capaz de continuar o caminho de forma segura ou de parar de forma controlada e segura. Sistemas de travagem com configurações especiais já estão a ser testados em frotas. A proteção contra tentativas de manipulação também deve ser levada em conta. Os processos que reconhecerão tais tentativas e que protejam os sistemas do veículo também estão atualmente em desenvolvimento.

Aceitação: Na perspetiva da Continental, a condução automatizada será aceite se as pessoas confiarem na tecnologia. A confiança desenvolve-se a partir do diálogo inteligente entre o condutor e o veículo. As pessoas que atualmente desenvolvem dos sistemas avançados de apoio à condução e os sistemas de informação do condutor estão a ter este fator em conta e a criar as bases para a aceitação das soluções do futuro.

Condução conectada: Horizonte dinâmico eletrónico aumenta a eficiência e a comodidade

Os carros conectados podem usar os seus sensores para recolher uma grande quantidade de informação sobre acontecimentos variáveis – tais como engarrafamentos, acidentes, semáforos, avisos de perigo e condições das estradas – e partilhá-los através da internet com outros condutores. Se usar um “cluster” de veículos interligados e comparar e analisar os dados que eles recolheram no computador central de controlo de trânsito, terá uma imagem precisa e atualizada da rede de tráfego e do fluxo do trânsito. Esta informação pode ser usada por outros veículos e pelos seus sistemas avançados de apoio à condução ou por outros recursos.

“Quanto mais o veículo souber sobre a estrada que tem pela frente, melhor pode adaptar e configurar os seus recursos de forma adequada. Estar ligado significa que pode aprender a olhar em frente”, diz Degenhart. A Continental vai apresentar um exemplo disto mesmo: o seu eHorizon.

Uma versão estática do eHorizon está a ser usada em veículos comerciais desde 2012. Nesta aplicação, usa informação pré-programada sobre o perfil de elevação da rota para ajustar a sua transmissão e sistemas de condução, poupando assim mais de 1500 litros de combustível por ano em cada camião.

O eHorizon dinâmico permitirá que o veículo continue a aprender durante a viagem e possa usar a sua gama de sensores para ver o que está ao virar da esquina. Isto também significa que os sistemas da Continental não precisam de armazenar tanta informação como um sistema de navegação. Mas o resultado é excecional: a informação disponibilizada é atual, o condutor é alertado atempadamente e pode ajustar a sua condução da forma mais adequada, o fluxo de trânsito é controlado de uma forma mais eficiente e a rota, por exemplo, pode ser ajustada à situação atual. Além disso, o eHorizon dinâmico pode também ser ligado a dispositivos de comunicação móvel, para que o ocupante do veículo possa manter-se ligado aos seus mundos digitais e a futuros serviços digitais.

O popular híbrido: um marco na estrada para mais eficácia e ar mais limpo

O aumento da eficiência é outro aspeto chave das atividades de desenvolvimento da Continental. Para cumprir as metas cada vez mais rigorosas e extremamente ambiciosas no que diz respeito a emissões, é necessário um híbrido médio com 48 volts na fonte de alimentação. “Tem tudo o que é preciso para se tornar num híbrido popular, porque usa menos 20% de combustível, é acessível e pode ser usado em todas as classes de veículos”, diz Degenhart, realçando as suas vantagens. A Continental começará a produção na Europa, Ásia e EUA em 2016.

“Reduzir o peso e baixar o consumo são os desafios atuais que a nossa empresa enfrenta para tornar a mobilidade mais eficiente. Os nossos turbocompressores reduzem as emissões de

CO2 nos novos veículos em cerca de 7% e, em conjunto com a injeção direta de combustível, a diminuição pode ser de cerca de 13%”, explica Degenhart. Os tubos das mangueiras e as travessas de transmissão dos turbocompressores estão a tornar-se cada vez mais leves graças à utilização de plástico de alta performance.

“Devido ao desempenho limitado da atual tecnologia da bateria, os veículos totalmente elétricos continuarão a ser um produto de nicho nos próximos anos”, acrescentou. Para a Continental, o progresso depende de alguns grandes desafios: “O veículo elétrico e a sua bateria devem ter uma vida útil de cerca de 200,000 quilómetros para corresponderem às expetativas dos consumidores. Um alcance de 500 quilómetros por carregamento é o mínimo exigido pelos clientes. E deve estar disponível a um preço acessível. Finalmente, deverá existir uma infraestrutura de carregamento adequada – idealmente com a opção de carregamento indutivo. Ainda estamos a alguns anos de poder corresponder a estas exigências”, disse Degenhart.

Mais informações em www.continental-iaa.com

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