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NotíciasInfortrónica: “96% dos operadores usa algum tipo de produto contrafeito ou pirata”
Álvaro Oliveira Infortrónica

Infortrónica: “96% dos operadores usa algum tipo de produto contrafeito ou pirata”

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Este é o valor se juntarmos software de dados técnicos e equipamentos de diagnóstico, garante Álvaro Oliveira, da Infortrónica, que deixa soluções para ajudar a combater este flagelo no setor.

Álvaro Oliveira, da Infortónica, distribuidor oficial Autodata em Portugal, aplaude a ação de fiscalização Digitalauto (leia a notícia original aqui), da ASAE “dado que esta operação de fiscalização aborda especificamente a utilização de produtos não licenciados correctamente, vulgarmente conhecidos por “piratas”.” Ainda assim, acrescenta Álvaro Oliveira, “tendo em conta a dimensão do mercado e a elevada penetração de produtos “piratas” peca por defeito e tardia. Os nossos estudos indicam que a percentagem de utilizadores ditos “piratas” se têm mantido estáveis nos 90%, ou seja apenas 1 em cada 10 profissionais em Portugal têm alguma forma de software técnico devidamente licenciado. Quando cruzamos estes dados também com os Equipamentos de Diagnóstico, esta percentagem acresce para uns vergonhosos 96%, valores idênticos aos praticados em países do 3º mundo.”

Estão a ser tomadas todas as medidas necessárias para combater a contratação deste tipo de equipamentos? “Não conheço nenhuma medida de combate a estas situações, a não ser as fiscalizações esporádicas após anos de denúncias, a uma mão cheia de oficinas, e mesmo essas foram desvalorizadas pelas autoridades devido ás características e dispersão geográfica dos visados. O crime económico não é uma prioridade em Portugal para as autoridades”, lamenta Álvaro Oliveira.

Este responsável explica que desde 2009 que a Infortrónica tem colaborado com o Ministério Publico e a ASAE no sentido de irradiar esta “doença da pirataria” das oficinas e dos sítios Internet em Portugal, sendo assistente em vários processos relacionados com a utilização e distribuição destes produtos e serviços contrafeitos. A ASAE garantiu à Revista PÓS-VENDA que a fiscalização nesta área vai continuar ao longo deste ano (leia mais aqui).

A Revista PÓS-VENDA pediu a Álvaro Oliveira que sugerisse algumas medidas para combater esta realidade e o responsável defendeu “uma comissão entre os operadores, com apoio das  associações do sector (ANPERE, ARAN, ANECRA, ACAP…) idêntica à que foi criada em Espanha, com poderes de fiscalização ou de auditoria, que permita agilizar o processo de denúncia e a atuação das autoridades.” Além disso, o responsável da Infortrónica defende a “obrigatoriedade de obter um certificado de conformidade para licenciar a atividade onde, entre outros, exista a declaração das bases de dados técnicas e equipamentos utilizados, a sua proveniência e se estão conformes para utilização no mercado europeu.”

Sobre o que representa esta realidade da contratação em Portugal. Álvaro Oliveira sublinha, antes de mais, que o problema da contrafação e pirataria informática é transversal a todos os setores, “mas no caso do automóvel está a atingir números ridiculamente elevados.” E dá como exemplo esta operação Digitalauto: “Foram fiscalizadas apenas 26 oficinas, e o resultado foi “100%” num universo de 24000 empresas ligadas ao ramo automóvel, das quais apenas perto de 5000 são responsáveis pela manutenção dos veículos automóveis. Como disse anteriormente, 96% usam algum tipo de produto contrafeito ou pirata, os números falam por si, a gravidade da situação é realmente explosiva.”

Ainda assim, acrescenta, esta não é uma realidade “apenas no equipamento e nos dados técnicos, é também nas peças (marcas falsificadas), acessórios (de proveniência duvidosa), consumíveis (ex.: óleo de motor com especificações falsas) e os próprios veículos que são adulterados (ex.: alteração de quilometragem real, manutenção deficiente, e alterações de especificações).”

É por tudo isto que este responsável lamenta que “esta situação de falta de fiscalização e impunidade sentida no setor torne a situação perigosa para os automobilistas, provocando avarias e a deterioração precoce dos veículos, colocando em causa a segurança tanto dos condutores como dos restantes utilizadores da via publica. A prova está nas estatísticas de acidentes que têm vindo a aumentar, felizmente com menos vitimas mortais.

 

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