Ver todas

Back

R3D: Qualidade e sustentabilidade no para-sol

Em Portugal, mais concretamente na Covilhã, são produzidos dos melhores para-sóis que existem no mercado. Desenvolvidos com respeito pelo meio ambiente, fomos à R3D perceber um pouco mais sobre este negócio.

Artigo publicado na Revista Pós-Venda n.º 123 de dezembro de 2025. Consulte aqui a edição.

A R3D é uma empresa que se dedica, há mais de 20 anos à produção de para-sóis. Antes disso a empresa estava presente na área dos têxteis e só depois é que chegaram os plásticos. Depois de adquirida uma máquina de fazer a bolha de ar dos para-sóis, começou-se também a fazer a impressão. Primeiro de forma rudimentar e limitada, mas a técnica foi-se apurando e, por isso, começou-se a vender à grande distribuição, pois já antes a empresa lhes vendia capas para os assentos dos veículos. A verdade é que, para além da R3D, nem em Portugal, nem na Europa existem fabricantes de para-sóis, estando a sua concorrência apenas localizada na China.

Por isso, a R3D tinha (e tem) à sua disposição um produto, que sendo produzido na Europa, acaba por ter um valor adicional, até porque do ponto de vista dos materiais utilizados e da construção é bastante diferenciador.

Assim, os para-sóis da R3D são feitos a partir de plástico reciclado (80% do plástico utilizado num para-sol), sendo todo ele reciclado internamente nas instalações na Covilhã, com plástico que é proveniente essencialmente da indústria alimentar. Os restantes 20% são plástico virgem. Por sua vez a borda do para-sol passou a ser feita de polietileno (100% PE), o que garante maior longevidade ao produto, também porque ao para-sol é aplicado um tratamento específico para ser mais resistente aos raios UV. A consistência do para-sol da R3D é também um dos seus argumentos (face ao produto chinês), devido à sua maior gramagem. “Temos um produto com uma qualidade superior, sustentável do ponto de vista da produção e que é bastante diferenciador do produto chinês que chega ao mercado europeu apenas pelo preço”, assegura Miguel Pinheiro, Key Account Manager.

Produto
Em termos de produto existem quatro tamanhos pré-definidos que permitem uma cobertura de 85% do parque automóvel circulante (incluindo furgões), sendo que os restantes 15% podem ser formatos específicos mais de acordo com as necessidades de algum cliente. Porém, a R3D está a preparar uma novidade, que segundo Miguel Pinheiro, “vai revolucionar um pouco o mercado dentro deste tipo de produto, já que a evolução tem a ver com os carros mais atuais, fruto do maior volume do espelho retrovisor interior. De momento ainda está em fase de patente, mas em breve iremos divulgar essa inovação, que certamente vai fazer que o produto seja melhor utilizado, que dê para ser usado em mais carros ainda e que fique bem visível quando é um para-sol publicitário”.

Aliás a inovação neste negócio é também muito importante, como forma de trazer valor ao para- sol, mas também de o preparar para o final do seu ciclo de vida. Por exemplo, uma das novidades patenteadas pela R3D foi o botão de fecho que veio substituir o elástico. Não só o botão de fecho se torna mais prático para o automobilista que o usa com regularidade, como do ponto de vista ambiental do produto permite a sua total reciclabilidade. Outra inovação que também foi patenteada, foi o para-sol dobrável, que apenas pode ser comercializado pela R3D na Europa.

“É sempre muito importante fazer estas patentes, como forma de evitar as cópias e de nos protegermos perante a concorrência. Como queremos apostar num produto de melhor qualidade e diferenciador, as patentes são muito importantes”, explica Miguel Pinheiro. Para além da produção dos próprios para-sóis, a R3D efetua também a impressão publicitária (pedida pelos clientes) no seu produto. A aposta em modernas técnicas de impressão (flexografia, serigrafia ou impressão digital), permitem à R3D uma enorme flexibilidade do ponto de vista da produção, dando a possibilidade de atender clientes que compram 100 unidades até clientes que adquirem milhares. “Até nas tintas que usamos para impressão existe uma certa especificidade, para que depois o para-sol possa estar em exposição solar sem se deteriorar rapidamente”, reforça o responsável da R3D.

Mercado
Tendo uma forte componente de exportação associada ao seu negócio, a R3D funciona nos mercados externos através de redes de distribuição locais (sobretudo em Espanha e França). Em Portugal, sendo uma empresa muito conhecida no seu ramo de atividade, a R3D trabalha com a vertente publicitária (empresas de artigos publicitários) e com a grande distribuição, sendo esta a mais representativa. “Na vertente da publicidade não vamos ao cliente final, já na grande distribuição é diferente, o negócio é feito diretamente”, explica Miguel Pinheiro.

A empresa comercializa também o seu produto para empresas de acessórios auto, tendo estado no ano passado numa feira em Portugal (Expomecânica) como forma de apostar ainda mais na vertente publicitária. “Nunca tínhamos feito uma feira em Portugal e achamos que fazia todo o sentido mostrarmos o nosso produto, até para procurar novos públicos”, diz o Key Account Manager da R3D. Refira-se que a presença da R3D na Automechanika em Frankfurt é frequente, como forma de captar novos mercados. Por isso, mas também por ser um produto sazonal (que se comercializa sobretudo de fevereiro a agosto), cerca de 80% das vendas da R3D são feitas na exportação. Aliás, para estes mercados, mais a norte, vende-se muito para-gelo, sendo que o produto é praticamente igual ao para-sol.

PALAVRAS-CHAVE