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“A digitalização do sector está em curso e com crescimento em boa velocidade”, Paulo Torres, Vieira & Freitas

10 Janeiro, 2022
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Apesar da escassez de peças que existe no mercado, Paulo Torres, sócio-gerente da Vieira & Freitas, acha que isso poderá não ter um grande efeito no mercado do pós-venda.

Os preços médios das peças para automóveis aftermarket vão continuar a subir em 2022?
Na minha opinião, sim, vão subir como tudo em geral, acredito que a inflação vai estar de volta.

Que efeitos poderá ter no mercado de peças para automóveis aftermarket os preços mais altos, a escassez da oferta e a maior pressão comercial?
Vai ser um ano difícil, vai haver falta de peças como já houve este ano. O efeito no mercado não espero que seja muito penalizante.

Os cenários de escassez na oferta poderá dar lugar à entrada mais evidente, no negócio de peças, de peças com menor qualidade?
Claro que se as marcas ditas premium não conseguiram satisfazer as falhas, provavelmente algumas peças de qualidade dita inferior tomarão o seu lugar em algumas reparações.

Vendas de carros novos a desceram, aumento da quilometragem média dos atuais, parque mais envelhecido, entre outros indicadores, serão só por si um bom cenário para o negócio das peças aftermarket em Portugal? Que outros fatores poderão condicionar (positiva ou negativamente) o mercado das peças aftermarket em 2022)?
Nunca é bom as descidas de vendas dos novos, pois os novos são os clientes do futuro. O principal fator que a longo prazo condicionará o negócio é a provável electrificação crescente do parque de veículos.

Será em 2022 que se dará o “Boom” da digitalização do pós-venda em Portugal ou continuará o seu processo lento e gradual?
Na minha opinião a digitalização do sector está em curso e com crescimento em boa velocidade. Contudo na minha opinião não deve existir “boom” pois tem de ser um processo que vai necessitando de adaptação gradual.

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