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“Este é um fenómeno (devoluções de peças, n.d.r.) sem explicação possível”, Paulo Dário, SPR Auto

14 Setembro, 2022
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As devoluções de peças podem causar diversos problemas aos retalhistas, sobretudo neste momento em que a inflação é alta, como nos explica Paulo Dário, gerente da SPR Auto.

Qual a dimensão do problema da devolução de peças no aftermarket para a vossa organização? Pode quantificar a dimensão desse problema?
Infelizmente, as devoluções de peças continuam a representar 6% da nossa faturação. Este é um fenómeno sem explicação possível, uma vez que a identificação de peças é cada vez mais precisa, reduzindo o erro.

Quais as razões que levam a que as devoluções de peças seja um problema para as empresas de peças?
Há vários problemas associados à devolução de uma peça.

O primeiro está relacionado com os recursos gastos com a peça: existe a possibilidade de ser necessário recolhê-la num fornecedor e a possibilidade de a entregarmos onde o nosso consumidor escolhe. Estes recursos poderiam ser alocados à satisfação de um outro consumidor.

O segundo está relacionado com o stock disponível. Estamos a passar um período em que há uma grande falta de peças e, uma vez que o processo de devolução pode durar até um mês, sofremos a possibilidade de não ter a peça disponível para um outro momento em que esta seria realmente necessária. Algo que nos leva ao último problema – o período de inflação em que nos encontramos. Neste momento, o dia em que compramos a peça faz toda a diferença no lucro que teremos e no desconto que poderemos oferecer. Se for necessário comprar uma peça num momento posterior, esta será mais cara do que a mesma peça num outro colega concorrente que a comprou anteriormente, perdendo assim margem de manobra.

Que medidas têm tomado na vossa organização para reduzir ou eliminar este problema da devolução de peças?
Tentamos sensibilizar para a questão da devolução de peças devido a erros humanos. Contudo, esta medida parece não ter tanto efeito quanto aos prazos de devoluções mais austeros.

Possui a vossa empresa alguma plataforma digital (ou não) para gerir as devoluções? Se sim, em traços gerais como funciona essa plataforma?
Todas as nossas devoluções passam pelo nosso software PHC. Neste é possível verificar as datas e algumas notas relativamente ao pedido do consumidor. Algo que nos protege quando estes alegam que pediram materiais diferentes, de forma a terem direito à devolução depois do prazo estipulado.

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