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IMT acolhe reunião sobre novo regulamento europeu para logística digital

Lisboa recebe entre os dias 11 e 13 de maio uma reunião técnica internacional dedicada ao Regulamento europeu eFTI, iniciativa que pretende acelerar a digitalização do transporte de mercadorias na União Europeia e que poderá permitir poupanças anuais de cerca de mil milhões de euros às empresas do setor.

A Comissão Europeia estima ainda que as novas regras possam reduzir até 30% dos custos operacionais das transportadoras e operadores logísticos.

O encontro decorre no âmbito do projeto europeu eFTI4EU e reunirá representantes de vários Estados-Membros, da Comissão Europeia, decisores públicos e empresas ligadas aos transportes e logística. As sessões dos dias 11 e 12 terão lugar no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), em Lisboa, enquanto o dia 13 será dedicado a um Dia Aberto sobre digitalização do transporte de mercadorias no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

O Regulamento eFTI, cuja aplicação plena está prevista para 9 de julho de 2027, estabelece um quadro comum para a troca eletrónica de informações no transporte de mercadorias em toda a União Europeia. A partir dessa data, as autoridades de fiscalização dos Estados-Membros terão de aceitar dados eletrónicos partilhados pelas empresas através de plataformas certificadas, substituindo gradualmente os atuais processos em papel.

A medida pretende simplificar procedimentos administrativos, tornar as operações logísticas mais rápidas e reduzir custos associados à impressão, arquivo e gestão manual de documentos. Entre os benefícios apontados estão também a redução de erros administrativos, maior produtividade, menos atrasos em inspeções e uma partilha de informação mais segura e padronizada entre operadores e autoridades.

Em Portugal, o IMT é a entidade responsável pela coordenação da implementação do regulamento europeu, assumindo um papel central na modernização do setor do transporte de mercadorias. O organismo considera que a transição digital representa uma oportunidade estratégica para reforçar a competitividade das empresas nacionais num contexto de crescente pressão sobre os custos operacionais e de forte concorrência internacional.

O regulamento é também apresentado como um instrumento para aumentar a resiliência das cadeias de abastecimento, permitindo respostas mais rápidas a situações de crise, como conflitos, pandemias ou disrupções energéticas, ao mesmo tempo que promove operações transfronteiriças mais simples e eficientes no espaço europeu.

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