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Liqui Moly regista novo crescimento nas vendas e melhor mês de sempre na região ibérica

17 Agosto, 2021
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A Liqui Moly voltou a apresentar resultados muitos motivadores para a sua atividade, quer a nível global, quer na região ibérica, neste caso com um crescimento de 83%. Ernst Prost, diretor da Liqui Moly, fala ainda das dificuldades que o setor dos lubrificantes enfrenta.

O especialista em lubrificante alemão, Liqui Moly, termina um primeiro semestre incrivelmente bem-sucedido: o especialista alemão em óleos e aditivos aumentou o seu volume de negócios para 355 milhões de euros, um aumento de 23% em relação ao período homólogo do ano passado. “Saímos mais fortes da pandemia porque deitámos mãos à obra e trabalhámos em vez de pararmos”, afirma o diretor, Ernst Prost.

Se, em março, já se havia registado o maior volume de negócios mensal da história da empresa, esse marco foi ultrapassado em junho, com quase 66 milhões de euros. O mês de julho volta à carga no segundo semestre, com 70 milhões de euros. O aumento de 23% em seis meses não se deveu a um primeiro semestre de 2020 fraco devido à pandemia. Antes pelo contrário: em comparação com o primeiro semestre de 2019, o crescimento é inclusivamente de 38%. Não foram só as receitas que aumentaram: entre janeiro e julho foram contratados 53 novos funcionários. Segundo Ernst Prost, este êxito deve-se a uma ação coerente: “Não fazemos compromissos na qualidade dos nossos produtos. Não fazemos compromissos no que toca a oferecer o melhor serviço aos nossos clientes. Não fazemos compromissos no investimento nos nossos 4 pilares: Pessoas, Mercados, Máquinas e Marca.”

MELHOR MÊS DE SEMPRE NA LIQUI MOLY IBERIA

Na Liqui Moly Iberia, o primeiro semestre de 2021 registou um crescimento de 83% face ao mesmo período de 2020. E mesmo quando comparado com o ano de 2019, o crescimento foi de 58%. “Isto é algo assinalável e é o resultado do enorme trabalho que estamos a fazer em Portugal e Espanha com os nossos clientes. Não temos dúvidas que o nosso ritmo de crescimento vai continuar porque além de novos negócios e novos canais que vão surgindo, o espaço que temos para crescer com cada um dos nossos atuais clientes é enorme”, explica Matthias Bleicher, CEO da Liqui Moly Iberia.

Se o primeiro semestre teve um saldo muito positivo nas vendas da sucursal ibérica em Portugal e Espanha, Julho não abrandou. Pelo contrário, foi o melhor mês de sempre na história da Liqui Moly Iberia, representando um crescimento de 35% face ao mesmo mês de 2020, que tinha sido o melhor do ano passado. Quando comparado o mesmo mês do ano de 2019, o crescimento foi de uns impressionantes 140%. Agosto, que vai agora a meio, continua com uma forte dinâmica de crescimento.

“Não tenho dúvidas de que temos muitos anos de crescimento pela frente em Portugal e Espanha. O reforço da nossa equipa de vendas também deu o seu contributo e vamos continuar a contratar para ambos os países. A nossa marca tem uma forte imagem em ambos os países e isso é o resultado de dois pilares importantes: o investimento na marca e em marketing, mas também a enorme qualidade dos produtos”, sublinha Matthias Bleicher.

INVESTIMENTO E DESAFIOS

A Liqui Moly tira também partido do facto de os óleos de motor se tornarem cada vez mais lubrificantes de alta tecnologia, com exigências cada vez maiores em termos de produção. Alguns produtores de óleos não conseguem acompanhar esta evolução tecnológica. Por sua vez, a Liqui Moly investe continuamente em investigação, produção e logística, principalmente em tempos difíceis. “Reduzir os investimentos devido à pandemia seria o mesmo que um agricultor vender as suas sementes em vez de as semear”, afirma Ernst Prost. “Se queremos vantagens a curto prazo, isso é cavar a própria sepultura.”

Apesar de a Liqui Moly ter passado tão bem pela pandemia, a empresa enfrenta diariamente grandes desafios, o que também se vê no lucro. Apesar de ele, no primeiro semestre, ser muito superior ao lucro do período homólogo de 2020, com 8,2 milhões de euros (em comparação com 3,6 milhões de euros), é notoriamente inferior aos anos anteriores. “Isto não se deve só ao facto de muitas matérias-primas se estarem a tornar cada vez mais caras”, afirma Ernst Prost. “A disponibilidade de algumas delas já é escassa.” Devido à pandemia, o tráfego aéreo diminuiu, pelo que a procura de queroseno também é menor. Mas dado que as refinarias de petróleo bruto não são capazes de produzir óleo de aquecimento ou outro tipo de óleo em vez de queroseno, reduzem a sua produção total. Isso também é sentido pelos produtores de óleos para motores, como a Liqui Moly, porque os ingredientes para os seus óleos se tornam escassos em termos de quantidade. E mesmo quando são produzidos óleos para motores, pode demorar algum tempo até a mercadoria chegar ao cliente. O espaço em contentores de cargueiros também é reduzido. “A pandemia veio perturbar um sistema de fornecimento muito equilibrado, que cresceu durante muitos anos”, afirma Ernst Prost.

No entanto, o mês de julho acabou com um lucro nitidamente superior aos meses anteriores, na ordem dos 2,2 milhões de euros, o que permite uma perspetiva otimista sobre o segundo semestre. “No entanto, certamente ainda vamos ter de lidar com as consequências da pandemia durante o resto do ano”, afirma o diretor. “Estamos a contar com um aumento dos custos totais de 27 milhões de euros. Mas não nos queixamos das pedras que o destino nos deixa no caminho. Em vez disso, arregaçamos as mangas e retiramo-las.”

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