De acordo com explicou Joaquim Casasayas, da Cogelsa, a atual situação no Estreito de Ormuz já está a provocar dificuldades no fornecimento de matérias-primas, aumentos constantes de preços e atrasos nas entregas de lubrificantes. O responsável admite que é difícil prever até quando se irá manter esta instabilidade, mas garante que a empresa está a reforçar o trabalho com fornecedores para assegurar a continuidade do abastecimento.
De que forma a situação no Estreito de Ormuz poderá impactar o mercado de lubrificantes em Portugal nos próximos meses?
A problemática atual centra-se basicamente, e simplificando, na falta de matérias-primas para o fabrico dos lubrificantes (aditivos e óleos base). Essa falta provoca aumentos CONSTANTES dos preços das matérias-primas. Assim como atrasos nas entregas das mesmas.
Quando poderá começar a notar-se um impacto na disponibilidade de produto em Portugal?
Isto já está a acontecer há semanas/meses. Há atrasos nas entregas, dependendo da tipologia de produto.
Espera-se um aumento de preço dos produtos? Se sim, qual poderá ser a dimensão desse impacto?
Os preços dos produtos finais já aumentaram há bastante tempo devido à falta de matérias-primas. E o mais difícil é prever quanto irão aumentar e até quando.
Que medidas estão a ser tomadas pela vossa empresa para garantir a continuidade do abastecimento aos clientes?
O departamento de compras/aprovisionamento da GRO está a trabalhar de forma muito intensa para fornecer as matérias-primas de que necessitamos para fabricar. Graças ao apoio dos nossos fornecedores, com os quais trabalhamos lado a lado, podemos continuar a fabricar. E, em alguns casos, tivemos de abastecer-nos junto de novos fornecedores de qualquer parte do mundo, garantindo sempre os mais elevados padrões de qualidade, com a finalidade de continuar a servir os nossos clientes.
Que recomendações fazem aos distribuidores e oficinas neste contexto?
Pedimos compreensão perante a variabilidade dos preços, que, por outro lado, também estão a sofrer noutros produtos que não os lubrificantes, já que esta crise mundial afeta todos os setores e todos estamos a assistir a uma escalada de preços e a uma diminuição da disponibilidade.
E recomendamos que planeiem com antecedência o seu stock de produtos, para que possam ser operacionais e competitivos.

















