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Polibaterias: “Apostamos em contrariar a falta de formação nas baterias”

por Redação
22 Novembro, 2016

Na sequência do dossier de baterias publicado na edição de novembro da Revista PÓS-VENDA (leia a edição neste link), publicamos as respostas de todas as empresas. Para ler todas as respostas clique neste link.

Pela Polibaterias as respostas são de Nuno Guerra, diretor-geral da Polibaterias.

 

– Que análise faz do atual estado do mercado das baterias em Portugal?
O mercado atualmente continua com uma quantidade elevada de operadores, nomeadamente em baterias de marca própria/ linha branca, em que por vezes a qualidade e as características das baterias comercializadas não dá resposta adequada às cada vez maiores exigências das viaturas em termos de energia.

– Qual o peso que as baterias para veículos com start&stop já tem no nosso mercado e na vossa empresa?
Neste momento, as baterias para veículos start-stop, com tecnologia AFB ou AGM ainda apenas representam 7% das vendas da nossa marca premium FIAMM. No entanto prevê-se um crescimento acentuado neste tipo de produto uma vez que todos os fabricantes automóveis, por forma a cumprir as normas mais recentes em termos ambientais da União Europeia, equipam já neste momento todos os seus veículos com este sistema.

– Quais os desafios hoje para uma bateria devido à maior exigência de energia dos automóveis?
A bateria de arranque como a conhecemos no passado, era exclusivamente utilizada para colocar o veículo em funcionamento. Hoje em dia, para além dos referidos sistemas Start-Stop e sistemas de travagem regenerativa associados a alternadores inteligentes, existe paralelamente uma panóplia de sistemas – desde múltiplas unidades de comando, sistemas de conforto e auxílio á condução, multimédia, etc que exigem performances bastante mais acentuadas. Nesse sentido, à bateria não lhe basta ter a potência de arranque necessária para colocar o veículo em marcha, mas também, de certa forma, funcionar um pouco como uma bateria industrial, em que a reserva de capacidade e a capacidade de resistência a ciclos é fundamental.

– As baterias para carros híbridos e elétricos vão trazer novidades importantes? Quais as diferenças nessas baterias? Que novidades vamos ver nas baterias nos próximos anos?
Neste momento já se verifica em alguns fabricantes automóveis a utilização de 2 baterias por forma a satisfazer todas as necessidades das viaturas normais. A Mercedes e a Volvo, vêm já equipadas originalmente com uma bateria FIAMM para a alimentação dos sistemas auxiliares dos veículos. Por outro lado, o incremento na capacidade cíclica das baterias de arranque e o recurso á tecnologia AGM e AFB tem mostrado ser também esse o caminho a seguir. No limite destas soluções, fala-se já há alguns anos no aumento da potência de tensão nos veículos, mas sem decisões em concreto (14.7V). Os veículos híbridos e elétricos são, neste momento, um dos temas de desenvolvimento dos fabricantes, mas julgo que, apenas no caso dos híbridos poderemos falar numa tecnologia que realmente tenha vantagens em relação ao seu custo/eficiência para o consumidor. A duração da bateria (cerca de 6 a 8 anos) do sistema elétrico nos veículos elétricos torna o custo de substituição muito elevado, sendo que nos híbridos este custo é também ainda assinalável. Se a isso associarmos a desvalorização dos automóveis, irá parecer, para muitos consumidores, uma despesa injustificável.

– Quais os desafios e problemas que o inverno traz para as baterias?
O período de inverno devido ás baixas temperaturas que normalmente se verificam, tende a contribuir para a avaria final das baterias, uma vez que a bateria a 0º (graus) baixa a sua potência disponível para menos de 60%. Neste caso, em baterias com algum desgaste, com fraca capacidade, ou fracos índices de carga, os veículos terão dificuldade em arrancar.

– Quais os principais erros cometidos pelas oficinas no que diz respeito às baterias e como poderiam ter mais rentabilidade com elas?
Normalmente, embora esta tendência esteja aos poucos a inverter-se, ainda se procura muito as linhas brancas ou económicas em detrimento de produtos premium ou de maior qualidade. O profissional deverá reunir-se de fornecedores com produtos de qualidade certificada para poder aconselhar o seu cliente da melhor forma. Por outro lado, a falta de formação neste domínio específico (algo que a Polibaterias tem vindo a contrariar formando os seus distribuidores e seus clientes) contribui para algum desconhecimento no que diz respeito às últimas tecnologias, híbridos e Start-Stop e à correta bateria a aplicar nestes automóveis.

– Quais as marcas de baterias que a vossa empresa comercializa?
A Polibaterias é o importador oficial da FIAMM, terceiro maior fabricante europeu de baterias de arranque, as quais são equipamento original dos principais construtores automóveis ( Renault/Nissan – Clio, Twingo, Qashqai, Juke, etc; PSA Peugeot e Citroen nos comerciais e ligeiros, Mercedes – Classe A, B, C e E, Volvo – novo XC40; Ferrari – todos os modelos fornecidos exclusivamente pela FIAMM desde sempre; Jaguar – XF e XJ, Maserati, Fiat; Iveco – Daily electrica; Opel.

 

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Mais informações em www.polibaterias.com

 

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