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“Transparência e bom senso de ambas as partes é fundamental”, Carlos Gonçalves, Filourém

13 Setembro, 2022
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Mesmo não querendo quantificar a dimensão do problema causado pelas devoluções, Carlos Gonçalves, da Filourém assegura que se trata de um dos temas mais sensíveis do setor.

Qual a dimensão do problema da devolução de peças no aftermarket para a vossa organização?
Poderíamos quantificar a real dimensão em termos estatísticos, mas o mais importante é realçar os constrangimentos desta questão de uma forma geral. O facto de a “devolução” ser um dos temas mais sensíveis no setor e ter tantas implicações logísticas, diz bem da dimensão deste problema, acerca do qual, talvez todos os distribuidores pudessem ter medidas mais assertivas e consensuais para, em conjunto, ajudar a diminuir esta problemática.

Quais as razões que levam a que as devoluções de peças seja um problema para as empresas de peças?
As razões são diversas, nomeadamente nos recursos materiais, humanos, temporais, espaciais e financeiros: as devoluções interferem com os stocks, requerem pessoal especializado, consomem muito tempo e ocupam espaço. Naturalmente que acabam também por ter alguma influência em termos do volume de vendas mensal.

O facto de, no nosso setor, a evolução tecnológica e as alterações constantes nos sistemas exigirem uma constante atualização/reciclagem de conhecimentos, e de por vezes não se verificar a utilização das plataformas mais adequadas, leva com frequência a uma incorreta identificação. Sendo este o motivo mais utilizado, no entanto surgem outros muito difíceis de entender.

Por fim, queríamos tocar num aspeto, que não deve ser desprezado, na medida em que o “problema da devolução”, pontualmente pode ser motivo de alguma divergência e pode causar alguns desconfortos entre os diferentes intervenientes; sugeria que em algumas situações, os nossos clientes “invertessem” as posições e se tentassem colocar do nosso lado, analisando a justiça e pertinência daquela devolução que nos estão a fazer.

Que medidas têm tomado na vossa organização para reduzir ou eliminar este problema da devolução de peças?
Essencialmente temos pedido mais rigor no preenchimento do formulário da devolução, nomeadamente nas justificações que são dadas e temos sido mais rigorosos no prazo de entrega. Queremos continuar a evoluir e a ajustar todo este processo. Transparência e bom senso de ambas as partes é fundamental para minimizar esta questão.

Possui a vossa empresa alguma plataforma digital (ou não) para gerir as devoluções? Se sim, em traços gerais como funciona essa plataforma?
As devoluções são tratadas internamente no seu devido departamento e existem os formulários para o efeito; como foi referido anteriormente, já com alguns ajustes no processo, irá ser possível preencher numa plataforma digital.

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