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TRANSPORTES MACHADO & BRITES

TRANSPORTES MACHADO & BRITES: Diversas opções de manutenção

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Para a Transportes Machado & Brites as opções de manutenção da sua frota de veículos pesados vão desde o pós-venda das marcas até às oficinas próprias. O objetivo é a rentabilização da operação.

TEXTO PAULO HOMEM

A  Transportes Machado & Brites tem a sua sede em Leiria, ope rando ainda a partir de mais três pontos geográficos. Se no Porto e em Alverca estão apenas os serviços logísticos (com armazém) e ainda o abastecimento dos camiões, em Leiria (onde é a sede) e em Vila Formoso a empresa já dispõe serviços de assistência técnica à frota, com oficinas próprias. Há mais de uma década atrás que a Transportes Machado & Brites se dedicava quase exclusivamente ao serviço internacional, sendo que desde esse período até hoje a política da empresa tem vindo a mudar.

“Na minha opinião as grandes distâncias vão passar a ser feitas por transportes alternativos e, portanto, o transporte rodoviário vai ter um incremento na distribuição regional e capilar”, refere Armindo Brites, sócio-gerente da Transportes Machado & Brites, justificando dessa forma que 45% da faturação da empresa seja já nacional e com tendência a aumentar.

A grande maioria dos clientes nacionais da Transportes Machado & Brites encontra-se na área alimentar, o que leva a que a frota da empresa esteja orientada dos 3.500 Kg às 40 toneladas, com camiões térmicos de temperatura controlada e camiões convencionais. No internacional, tendo a Transportes Machado & Brites o mercado Suiço e Benelux como alvos, funciona muito com camiões convencionais e também camiões com reboque. Existe ainda uma frota de camiões de temperatura controlada, para uma atividade muito específica (medicamentos). “Ao todo temos 300 veículos em frota, basicamente de três marcas, Scania, Mercedes e Volvo. Na frota de pesados de menor tonelagem temos outras marcas, pois os clientes exigem veículos específicos para a sua operação. Nestes casos compramos no mercado o que estiverem disponível, o que nos leva a ter também Renault, Iveco e DAF”, afirma Armindo Brites, reconhecendo que “na atividade de transportes não devemos ser monomarca. Entendo que o ideal é trabalhar com três marcas, o que nos garante mais capacidade negocial e um melhorar posicionamento em termos de mercado”.

Contudo, para Transportes Machado & Brites o mais importante é ter camiões com os consumos o mais equilibrados possível, é o custo dos contratos de assistência e manutenção e, ainda, a relação com o serviço pós-venda das marcas. “A diferenciação está hoje em dia no serviço pós-venda. Apesar de termos maioritariamente Scania, Mercedes e Volvo, não quer dizer que as outras marcas não tenham bons camiões, mas a forma como somos atendidos no pós-venda, e a rápida resolução dos problemas são fundamentais para  nós”, revela o sócio-gerente da Transportes Machado & Brites.

 

Com uma política de quilometragem muito bem definida, a Transportes Machado & Brites não vê como útil o “aluguer” dos camiões, pelo que a aposta tem sido na aquisição dos veículos tentando depois negociar o contrato de assistência e manutenção para o máximo de quilómetros possível. Para os carros que fazem muitos quilómetros (com utilização massiva), Armindo Brites defende a opção do renting, existindo já experiências em frota neste sistema. “A dificuldade do renting é ter preços que se adaptam às nossas necessidades, mas admitimos fazê-lo nos carros de utilização intensiva, numa lógica de três anos com 550.000 quilómetros”, refere o mesmo responsável.

Os contratos de assistência e manutenção tem vindo a ganhar cada vez mais expressão e todas as mais recentes aquisições para a frota da Transportes Machado & Brites têm sido feitas com este sistema. Armindo Brites explica que estes contratos têm merecido particular atenção por parte da empresa, já que os camiões são cada vez mais modernos aos quais se retira também cada vez mais informação (através dos sistemas de gestão embarcados nos mesmos). Essa situação leva o responsável da Transportes Machado & Brites a considerar que “os custos dos contratos de assistência e manutenção devem estar relacionados com o tipo de utilização que nós fazemos com os nossos camiões. Numa frota como a nossa em que nos preocupamos muito com os custos de utilização dos camiões, não podemos ter o mesmo custo para os contratos de assistência e manutenção que outra empresa que não se preocupa da mesma forma como nós fazemos relativamente à utilização dos camiões”.

A utilização dos sistemas de gestão embarcados nos camiões é para a Transportes Machado & Brites essencial para a correta operação do veículo e para fazer diminuir  os custos de utilização e, por isso, Armindo Brites reclama que as “as marcas façam depender os custos dos contratos de assistência e manutenção da real utilização que está a ser feita dos veículos. Atualmente, já se consegue obter contratos de manutenção para 8 anos e 1 milhão de quilómetros, o que até há uns anos atrás era impensável, o que revela que as marcas têm vindo a evoluir muito nesta ferramenta”. Dentro de cinco anos, quase toda a frota da Transportes Machado & Brites terá contratos de assistência e manutenção, pois Armindo Brites considera que os custos desta situação são muito compensadores fase à situação de apostar na manutenção em oficina própria. “A diversidade e a atualização constante da frota, do ponto de vista tecnológico, obriga a um enorme esforço para quem tem oficina própria. Por isso, a assistência deve ser entregue a quem sabe do assunto, neste caso às marcas”, revela Armindo Brites.

OFICINA PRÓPRIA

A verdade, porém, é que a Transportes Machado & Brites possui dentro da sua estrutura uma outra empresa, a Brites & Filhos, que mais não é do que uma oficina (exclusiva) de manutenção. “A Brites & Filhos presta serviços de manutenção e fatura esses serviços à Transportes Machado & Brites”, explica o sócio-gerente
da transportadora de Leiria, dizendo que “apesar de termos cada vez mais contratos de assistência e manutenção faz todo  o sentido ter uma oficina de manutenção dentro do grupo”.

Na distribuição capilar, tendo a Transportes Machado & Brites frota a circular em todo o país, existem camiões a fazer 2.000 quilómetros por mês para os quais não é rentável ter contratos de assistência e manutenção.

“São carros que vão passar mais tempo em frota para serem rentabilizados e, por isso, vamos sempre ter oficina própria para gerir a manutenção destes carros”, refere Armindo Brites.

A Brites & Filhos tem uma forma muito especifica de trabalhar, com planos de assistência manutenção detalhados e definidos (por cada tipologia de veículo) em parceria com as marcas e com as empresas de lubrificantes. “Com estes planos conseguimos garantir mais fiabilidade dos carros e menos paragens. Por outro lado, como temos uma frota muito homogénea, conseguimos atualizar e ajustar esses planos em função do desgaste e avarias reais que outros veículos vão tendo”, explica o mesmo responsável.

Cada marca e cada modelo tem o seu plano, pois é fundamental para a Transportes Machado & Brites trabalhar numa lógica de manutenção preventiva, evitando ao máximo os custos imprevistos com eventuais falhas mecânicas. “Nas oficinas da Brites & Filhos o que fazemos é sobretudo a manutenção preventiva. As operações de reparação, por exemplo numa caixa de velocidades, são feitas por empresas especializadas ou na marca. Também a chapa e pintura é feita por parceiros nossos”, explica Armindo Brites.

Ao nível das peças a Brites & Filhos tem acordos com as marcas, dando preferência às peças originais, devido essencialmente às garantias que são fornecidas. “Mesmo que seja um pouco mais caro, existe essa segurança adicional, mesmo tendo conhecimento que existem peças em aftermarket com a mesma qualidade e garantia das peças da marca”, assegura o sócio-gerente da empresa de Leiria, que revela que o volume de peças faturadas pela oficina é muito superior nas marcas que nos operadores independentes.

Diga-se que a Brites & Filhos tem uma filial em Vila Formoso, que serve de suporte aos camiões que fazem a atividade internacional da Transportes Machado & Brites, considerada pelo responsável da empresa, como muito importante e estratégica.

Cerca de 16 pessoas estão diretamente relacionados com a Brites & Filhos, que  do ponto de vista funcional é muito semelhante a qualquer oficina de veículos
pesados, aqui com a particularidade de o único cliente ser a Transportes Machado & Brites.

PNEUS

A Transportes Machado & Brites tem duas formas de gerir a questão dos pneus. Para os veículos que andam na frota nacional, foi realizado um contrato com
a Bandague, em que esta empresa passou a ser responsável por todos os pneus dessa frota. É entregue regularmente à Transportes Machado & Brites um relatório sobre os pneus (pressões, desgaste, trocas, etc), sendo a Bandague responsável pela rechapagem dos mesmos e pela montagem dos novos (seguindo a indicação da marca de pneus, que é dada pela Transportes Machado & Brites).

“A opção foi pela externalização do serviço de pneus na frota nacional, mas a nível internacional temos um acordo com a Michelin. Particamente, todos os pneus que utilizamos são Michelin”, refere Armindo Brites. Praticamente em toda a frota de camiões e semirreboques da Transportes Machado & Brites existem sistemas de monitorização da pressão dos pneus, levando o responsável desta empresa a dizer que “sabemos bem a influência que as pressões  têm no desempenho e nos consumos dos camiões. Por isso, investir em sistemas de controlo dos pneus é sempre mais compensador, ao nível dos custos, do que vir a
ter problemas imprevistos com os pneus”. Na Transportes Machado & Brites os semirreboques têm uma vida útil média de 10 anos. Os semirreboques são alvo de uma análise de rentabilidade, que faz com que os mesmos sejam sujeitos a uma profunda revisão / reparação em determinando momento da sua vida útil, que
“permite utilizá-los por um período de tempo maior. Entendemos que esta é a melhor forma de rentabilizar os semirreboques, devido às características deste
tipo de equipamento”.

DIFICULDADES DE INTEGRAÇÃO

Com os múltiplos sistemas de controlo que estão embarcados nos camiões, que permitem gerir praticamente tudo num veículo, incluindo até os semirreboques
(que entre as diversas marcas também têm sistemas diferentes), o responsável da Transportes Machado & Brites refere que o grande problema hoje em dia é a falta de integração dessa informação numa plataforma única. “São sistemas que não comunicam uns com os outros e que nos criam muitas dificuldades do ponto de vista da análise da informação”, conclui Armindo Brites.

Formação dos motoristas

Armindo Brites considera que atualmente é fundamental apostar na formação dos motoristas para que existe uma boa utilização do camião e uma melhor rentabilização do equipamento. Porém, o mesmo responsável considera também importante que o motorista esteja feito ao camião que conduz, muito por via das especificações do mesmo, em vez de andar a trocar de camião para camião. “Andar com uma Scania, com um Volvo ou com uma Mercedes é diferente, pois a utilização dos binários, por exemplo, é diferente em cada um dos veículos e isso requer uma habituação especifica do motorista”, considera Armindo Brites, sócio-gerente da Transportes Machado & Brites. Por esse facto, a política da empresa no transporte internacional é que o motorista seja formado num determinado veículo, para que ele possa tirar o melhor rendimento possível do mesmo. “Queremos que o motorista seja especializado no camião que conduz, pois dessa forma poderemos tirar o máximo rendimento do mesmo”, refere. Este facto leva a empresa de Leiria a apostar numa tipologia de frota muito homogénea onde as motorizações rodam os 420 cv.

Transportes Machado & Brites
Leiria
Armindo Brites
244 816 810
brites@tmbrites.pt

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