A Ayvens divulgou o Estudo Mobilidade 2026, que conclui que os veículos 100% elétricos e os híbridos plug-in continuam a ser as motorizações mais competitivas em custo total de utilização nas frotas empresariais.
No estudo, os eletrificados representam 81% dos perfis mais competitivos da matriz de TCO, enquanto no segmento de veículos de passageiros sobem para 91% dos perfis com menor custo. A empresa refere ainda que, na quilometragem de referência de 30.000 km/ano, os BEV surgem como a opção mais competitiva em todos os oito segmentos analisados de veículos de passageiros, com uma poupança média de 19% face às restantes motorizações .
Em Portugal, os BEV atingiram 23,2% de quota de mercado, o que representa um crescimento de 17% face ao ano anterior, enquanto na Europa a quota chegou aos 17,4% e o diesel desceu para 8,9%. O estudo assinala também que a oferta de veículos de passageiros já é cerca de 40% eletrificada, incluindo 28% de BEV, ao passo que a oferta diesel caiu 36% desde 2020 e representa hoje 18% do mercado .
A Ayvens destaca, porém, que a infraestrutura continua a ser um entrave à transição. Em Portugal, existem cerca de 24 veículos por carregador na rede pública, o dobro da média europeia de 12, o que evidencia um desfasamento entre o crescimento da frota elétrica e a expansão dos pontos de carregamento. Ainda assim, mesmo em cenários de utilização mista e dependência exclusiva da rede pública, o estudo conclui que as motorizações eletrificadas mantêm a liderança na maioria dos perfis analisados.
“Os resultados do estudo confirmam que, atualmente, a eletrificação das frotas empresariais é mais do que uma tendência e constitui uma realidade consolidada em termos de competitividade”, afirmou António Oliveira Martins, diretor-geral da Ayvens Portugal.

















