Luís Almeida, responsável da Japopeças, traça um retrato positivo do desempenho da empresa em 2025, destacando um crescimento sustentado acima dos 5%, impulsionado por projetos iniciados nos últimos anos e pela consolidação da oferta no aftermarket nacional.
Que balanço fazem do ano de 2025 na atividade da vossa empresa?
Fazemos um balanço positivo do ano 2025 com um crescimento sustentado superior a 5% numa rota ascendente, em resultado dos novos projetos iniciados nos últimos 3 anos que mostram uma evolução positiva com margem de progressão. A atividade da Japopeças, assente na continuidade das marcas Premium que distribuímos há décadas, tem adicionalmente tido um aporte novo em virtude do nosso procurement, que resulta na oferta de um número cada vez maior de referência únicas no aftermarket Português a que se somam novas marcas entre as quais JAPACO, FEBEST, GOOM e CTR, esta última em destaque por se encaixar no perfil de fabricante OEM, neste caso Coreano.
Qual foi, na sua perspetiva, o fator ou acontecimento mais impactante no aftermarket em 2025?
Considero como o factor mais impactante o aumento significativo da pressão nas margens comerciais e, como acontecimento, as alterações ao status quo do mercado que se têm verificado nos anos recentes, no sentido da concentração, seja pela via de fusões, aquisições ou entrada de novos players de outras latitudes. A nível legislativo, é importante também destacar as alterações ocorridas com impacto na acessibilidade aos dados do veículo, que permite às oficinas independentes dispor das ferramentas necessárias para poder dar resposta aos veículos mais recentes.
Que mudanças acredita que poderão marcar o aftermarket automóvel em 2026, tendo em conta as transformações recentes do mercado?
A tendência de concentração anteriormente referida, não sendo um fenómeno novo, acreditamos estar longe de terminado pelo que antevemos que novas “configurações” estarão no horizonte do aftermarket português. De igual forma, consideramos que o progresso tecnológico também irá acelerar, tornando tudo o que envolve a digitalização um imperativo para as empresas e o sector como um todo, integrando novas soluções em todos os processos e considerando, ainda que numa fase embrionária, a integração de IA em alguns desses processos.
Que investimentos e estratégias está a vossa empresa a planear implementar em 2026 e em que áreas?
O foco total é na digitalização que internamente está já num estado de desenvolvimento satisfatório nos vários sectores, desde o atendimento ao cliente à logística, que assume um papel importantíssimo. Onde o nosso nível ainda não está onde desejaríamos é na vertente on-line E-Commerce B2B, projeto que se afigura efetivamente muito desafiante e que manifestamente está atrasado face às nossas próprias expectativas. Trata-se da prioridade das prioridades e marcará quase na totalidade, a rubrica de investimento da Japopeças num horizonte de 1 a 3 anos.















