A Mannol considera que a crescente utilização de sistemas de propulsão híbridos está a colocar novos desafios aos óleos de motor, devido aos frequentes ciclos de arranque e paragem, aos arranques a frio e aos perfis de carga variáveis. A empresa afirma que continua a desenvolver lubrificantes especificamente formulados para responder às exigências destas motorizações, com o objetivo de contribuir para a eficiência, a proteção e a longevidade dos motores.
De acordo com a Mannol, ao contrário dos motores de combustão convencionais, que funcionam sob cargas térmicas e mecânicas relativamente constantes, os sistemas híbridos caracterizam-se por alterações frequentes das condições de funcionamento. O motor de combustão entra e sai de funcionamento de forma repetida, muitas vezes sem atingir a temperatura ideal de operação, o que exige que o óleo forme rapidamente uma película lubrificante eficaz e mantenha um elevado desempenho desde o arranque.
A empresa explica que esta utilização intermitente aumenta também o risco de contaminação do óleo por combustível e condensação, fatores que podem alterar a viscosidade e favorecer processos corrosivos. Por esse motivo, os lubrificantes destinados a este tipo de motorização necessitam de tecnologias de aditivos capazes de compensar estes efeitos, reduzindo simultaneamente a formação de depósitos.
Outro dos desafios identificados prende-se com a estratégia de funcionamento dos motores híbridos, concebida para privilegiar as gamas de maior eficiência energética. Embora esta abordagem contribua para reduzir o consumo de combustível, pode originar temperaturas localizadas mais elevadas, sujeitando o óleo a maiores esforços térmicos. Nestas condições, torna-se essencial que o lubrificante mantenha a estabilidade à oxidação e preserve as suas propriedades durante longos períodos de utilização, ao mesmo tempo que reduz o atrito interno do motor.
“Mesmo em condições de elevada exigência, como durante uma ultrapassagem súbita ou uma aceleração rápida, o motor tem de disponibilizar a potência máxima num espaço de tempo muito curto. Nesses casos, o motor ainda pode não ter atingido a temperatura ideal de funcionamento e estar praticamente frio. Nessas condições, o óleo de motor deve formar imediatamente uma película lubrificante fiável, assegurando simultaneamente elevados níveis de proteção contra o desgaste, redução do atrito e estabilidade térmica. Estes perfis de funcionamento demonstram claramente que os sistemas de propulsão híbridos impõem exigências específicas aos modernos óleos de motor”, afirmou Konstantin Gaab, diretor-geral da MANNOL/SCT Germany.
A Mannol acrescenta que, em determinadas arquiteturas híbridas, a proximidade entre os motores elétricos, a eletrónica de potência e o motor de combustão introduz requisitos adicionais em termos de compatibilidade de materiais e, em alguns casos, das propriedades elétricas do próprio lubrificante.
Neste contexto, a empresa refere que continua a aperfeiçoar as formulações dos seus óleos de motor para responder às necessidades específicas das motorizações híbridas. A utilização de óleos base de elevada qualidade e de tecnologias avançadas de aditivos visa garantir uma rápida formação da película lubrificante, elevada estabilidade à oxidação e proteção eficaz contra o desgaste, a corrosão e a formação de depósitos, contribuindo para a eficiência, a fiabilidade e a durabilidade dos motores.










