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Transportes Coelho Mariano

Transportes Coelho Mariano: Rentabilizar o transporte internacional

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A Transportes Coelho Mariano divide a manutenção da sua frota entre a oficina própria em Fátima e os contratos de manutenção que estabelece com parceiros em quem confia, por forma a minimizar custos e aumentar a disponibilidade dos seus veículos.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A Transportes Coelho Mariano iniciou a sua atividade em 1983, em Paris, onde atualmente tem um dos seus armazéns. E é precisamente entre Portugal, França e também na Bélgica, que a empresa desenvolve o seu negócio, dedicado exclusivamente ao transporte internacional. “O nosso mercado são essencialmente clientes portugueses e franceses, sendo que os serviços nacionais são poucos. Fazemos quase só Portugal, França e Bélgica, distribuição e grupagem. O nosso forte é internacional. O transporte nacional só fazemos como complemento da distribuição internacional, são apenas as entregas e recolhas do internacional, e maioritariamente em França e na Bélgica”, explica Joel Reis, Gerente da Transportes Coelho Mariano.

TIPOLOGIA DE FROTA

Cerca de 90% da frota da empresa é composta por semirreboques de lona, para o transporte de mercadorias diversas, à temperatura ambiente. Os 70 tratores da empresa operam com uma frota de 80 semirreboques. “Como trabalhamos muito entre os nossos dois armazéns, assim conseguimos rentabilizar a frota e maximizar a utilização dos horários de trabalho dos motoristas internacionais, que poupam tempo porque basta trocarem o reboque. Também temos os veículos de 19 e 26 toneladas e alguns de 3500 kg, que fazem depois a pequena distribuição: em Portugal, a partir da base de Fátima, e para França e Bélgica, através do armazém em Paris”.

Para a Transportes Coelho Mariano as novas tecnologias oferecidas pelos modelos Euro VI são uma mais-valia para o negócio, e por isso, a frota de tratores de Joel Reis tem uma idade média de apenas 2 anos, composta em 95% por modelos Euro VI. No caso dos reboques, pela menor necessidade de atualização tecnológica e uma maior durabilidade dos seus componentes, a média de idades da frota situa-se nos 10 anos. Quanto às marcas dos tratores com que opera, a Transportes Coelho e Mariano privilegia a Renault, marca com que tem já uma tradição de parceria há cerca de 20 anos. Joel Reis adquire, frequentemente, veículos de outras marcas, com vista a testar e comparar a sua rentabilidade e fiabilidade com a frota atual. “Neste momento a Renault representa cerca de 70% da frota. Depois temos Iveco, MAN e DAF. E recentemente adquirimos uma Volvo, para testes”.

MANUTENÇÃO

Há alguns anos, a Transportes Coelho Mariano funcionava com a compra tradicional e oficinas próprias. Entretanto, e devido à crise que abalou o país, decidiu recorrer ao renting, com tudo incluído, desde o contrato de manutenção à assistência. Joel Reis afirma que esta não se revelou a melhor opção, devido aos custos de imobilização dos veículos. “Com o aluguer puro, ficamos dependentes da disponibilidade de terceiros. E em alguns casos conseguimos perceber que um determinado ponto de assistência está associado a um certo número de avarias. Analisando todos estes fatores, definimos outra solução: uma fase intermédia, com o leasing operacional. E aí continuámos a utilizar também os contratos de manutenção, e escolhemos alguns parceiros no pós-venda que nos permitem uma menor imobilização dos veículos, com uma rede de oficinas situada nos pontos que precisávamos”.

Atualmente, a Transportes Coelho Mariano tem a sua oficina própria, onde é feita a maior parte da manutenção. “Neste momento voltámos a ter um peso significativo da frota que é assistida aqui, cerca de 70% das viaturas. E a manutenção dos reboques é toda feita aqui”. A empresa trabalha com base na compra, onde se decidiu por um misto de soluções: a compra associada a uma extensão de garantia completa e contratos de manutenção com condições e preços competitivos. Todas estas escolhas tiveram que ver com os custos de operação e disponibilidade da frota. Joel Reis explica que este misto de soluções é, para a empresa, a opção mais rentável e rápida. “Temos oficinas próprias e tentamos tirar o máximo partido delas, porque ao fazermos o balanço entre ter oficinas próprias ou contratos de manutenção, tivemos de tomar decisões”. Na oficina, situada nas instalações de Fátima, existem todas as ferramentas de diagnóstico e funcionários com formação adequada ao nível tecnológico avançado dos novos sistemas. “Quem lida com as viaturas todos os dias têm muita experiência, e temos bom apoio por parte das marcas com que trabalhamos. Fazemos um grande investimento nesta área”. Para além disso, com alguns parceiros, é possível à empresa fazer as manutenções autorizadas e credenciadas pela marca na sua oficina. “A taxa de imobilizações, avarias e reparações que conseguimos atingir com o nosso plano de manutenções tem sido um sucesso. E as próprias marcas reconhecem que as viaturas que assistimos não têm mais avarias do que as que são assistidas nas instalações oficiais”.

PARCEIROS

Na escolha dos parceiros, Joel Reis revela que o fator diferenciador tem sido a proximidade, o acompanhamento à frota, a formação e a tecnologia dos veículos, o que permite à empresa corrigir muitos erros e identificar rapidamente as necessidades de formação. “Além disto temos o fator consumo, que nos obriga a utilizar alguns serviços e marcas que não são os que preferimos. Na escolha das marcas, tem pesado muito”. A Transportes Coelho e Mariano, pelo tipo de serviço que efetua, dá primazia à rapidez dos serviços e à manutenção preventiva. “No transporte internacional, a legislação é muito restritiva, temos de aproveitar os horários ao limite. E o facto de termos aqui a oficina, permite garantir que não há problemas. Podemos também antecipar e fazer manutenção preventiva. Há muitas situações que se resolvem aqui, evitando-se um ou dois dias de imobilização da viatura”.

PNEUS

Toda a gestão de pneus é feita internamente pela Transportes Coelho e Mariano. Dependendo do tipo de pneu, Joel Reis escolhe uma das principais marcas com que a empresa trabalha: Goodyear, Continental ou Michelin. E explica que é a própria empresa que faz a aquisição dos pneus, sem aderir a contratos, justificando esta decisão: “Movimentamos muitos pneus fora da hora normal de trabalho de uma oficina, e não podemos ter um motorista à espera de um dia para o outro só para trocar pneus. Há oficinas que fazem horários alargados, mas o facto de termos aqui a viatura, aproveitamos para fazer manutenção enquanto faz a carga e descarga. É mais rápido, o veículo não tem de se desviar da rota para ir a uma oficina, o que tem custos. Como temos boas condições para fazer o serviço, não equacionamos fazer de outra forma”.

PEÇAS

Quanto às peças, a empresa dá prioridade ao material original. “Tentamos negociar até ao limite, damos a prioridade às peças originais da marca. Quando tal não é possível vamos ao aftermarket”. Relativamente aos fornecedores, a Transportes Coelho e Mariano trabalha maioritariamente com a Civiparts, Europarts, Visoparts, HBC e também com a Suspartes.

LUBRIFICANTES

Ao nível dos lubrificantes, Joel Reis tem privilegiado a Fuchs. “Agora estamos em negociações para nos permitir utilizar a marca original”, e adianta que, apesar das grandes quantidades consumidas pela empresa, há dificuldade em encontrar uma marca com preço apetecível. E garante que a escolha do lubrificante “tem de ter fichas técnicas e aprovações. E se houver alterações, a marca tem de suportar todos os custos de análise”.

Proactive Solutions da Goodyear

A mais recente aposta da Transportes Coelho e Mariano é a colocação, numa parte da frota, da Proactive Solutions da Goodyear, para complementar a verificação periódica do estado dos pneus que já acontece na empresa. Para além de tentar aumentar a vida útil do pneu e minimizar o consumo, Joel Reis pretende evitar rebentamentos de pneus. “Se rebentamos um pneu em França, são custos enormes para nós. Este produto faz a constante monitorização, cada roda tem um sensor que comunica para o programa. Se houver uma pequena variação, emite um alerta para imobilizar o veículo e prevenir problemas. A probabilidade de um rebentamento originar um sinistro grave é muito elevada. Essa é a nossa grande aposta, a segurança”. Esta solução será instalada em 15 viaturas, durante o período de testes. “Queremos perceber qual vai ser a taxa de sucesso deste sistema. Com alguns meses de uso, vamos perceber quantos alertas tivemos e a minimização de custos que conseguimos”.

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